Oito PMs são presos suspeitos de autoria na série de mortes no Paraná


Operação contra série de mortes em Londrina prende 8 policiais militares

Ao todo, nove pessoas foram presas; 17 mortes são investigadas. 
Série de mortes ocorreu em Londrina, entre os dias 29 e 30 de janeiro.




A Polícia Civil do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar (PM), deflagrou uma operação nesta sexta-feira (13) contra suspeitos de cometer uma série de assassinatos em Londrina, no norte do estado, em janeiro deste ano. Nove pessoas foram presas, oito são policiais militares.
A prisão temporária tem prazo de 30 dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Dois dos policiais presos, que não tinham mandado de prisão expedido, acabaram detidos em flagrante por porte ilegal de munição restrita durante o cumprimento de ordens de condução coercitiva. Eles serão soltos mediante pagamento de fiança.

Um dos mandados de busca foi cumprido na casa do capitão Ricardo Eguédis.Os suspeitos foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Eles chegaram no prédio por volta das 11h50 em em um micro-ônibus da Polícia Militar, e deixaram o local por volta das 12h10. O veículo parou nos fundos do local e os suspeitos chegaram encapuzados.

O G1 tenta contato com o advogado dele.
A série de assassinatos ocorreu entre os dias 29 e 30 de janeiro e terminou com 12 pessoas mortas na zona norte de Londrina.  A polícia ainda investiga outras cinco casos de assassinatos que podem estar relacionados às mortes em série, mas que ocorreram em outras datas.
De acordo com as investigações, a onda de assassinatos começou após a confirmação de que o policial militar Cristiano Luiz Botino, que tinha 34 anos, foi morto na zona norte. O policial voltava para casa quando foi atingido por disparos de arma de fogo. Botino chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.
Provas colhidas pela perícia nos locais de morte, depoimentos de testemunhas e imagens de segurança colaboraram para a deflagração da operação, ainda de acordo com a polícia. Em depoimentos durante a investigação, os policiais suspeitos de envolvimento nos crimes negaram todos os fatos.
RESUMO DA OPERAÇÃO
- Objetivo : prender suspeitos de terem cometido série de assassinatos em Londrina
- Mandados: 38, sendo 7 de prisão temporária - contra seis policiais militares e um homem por porte ilegal de armas -, 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva.
- Presos temporários: 9, sendo oito policiais militares.

Armas apreendidas com um dos suspeitos durante operação das polícias Civil e Militar em Londrina (Foto: Divulgação/SESP-PR)Armas apreendidas com um dos suspeitos durante operação das polícias Civil e Militar em Londrina (Foto: Divulgação/SESP-PR)
Investigações

Um dia após a série de mortes, a Secretaria da Segurança Pública e Adminitração Penitenciária do Paraná (SESP-PR) montou uma Força-Tarefa para investigar os crimes. O grupo foi composto por policiais civis, militares e representantes da corregedoria da Polícia Militar. Ainda em fevereiro, o comando da Polícia Militar não descartou a participação de policiais nas mortes e disse que a investigação seria minusciosa. 

Em abril, um rapaz suspeito de atirar e matar o policial militar Cristiano Luiz Bottino foi presoem Navegantes, em Santa Catarina. O suspeito foi preso pelo setor de Inteligência da Polícia Civil do Paraná e pela equipe da delegacia de Homicídios de Londrina. 
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Mapa chacina londrina (Foto: Arte/G1)

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