sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Cuidado!! Você pode está convivendo com uma pessoa MANIPULADORA!

Como identificar pessoas manipuladoras e lidar com elas  

 Resultado de imagem para pessoas manipuladoras 

Ao sermos manipulados, não percebemos que estamos deixando que outras pessoas alterem os rumos de nossas vidas

Nem sempre os relacionamentos em nossas vidas são saudáveis, e pode ser difícil reconhecer quando não são. Algo que pode explicar essa dificuldade é o fato de muitas vezes acreditarmos - ou querermos acreditar - que todas as pessoas em nossa volta têm boas intenções. Infelizmente, nem sempre isso acontece e, sem percebermos, podemos estar em contato com alguém que tem comportamento manipulador.

 Resultado de imagem para pessoas manipuladoras

Como a manipulação acontece

Pessoas com personalidade manipuladora podem enxergar outros indivíduos como peças de um quebra-cabeça que servem para obter os resultados desejados. Esse tipo de estratégia de manipulação pode ser direta ou indireta, segundo a psicóloga Adriana de Araújo, que também é especialista no Minha Vida.

Manipulação direta

A manipulação direta se dá pela imposição de ideias a determinado indivíduo. Nessa situação, ofensas e até agressão física podem ser usadas pelo manipulador para conseguir o que ele quer, de forma que através do medo, você pode pouco a pouco ir se submetendo às vontades do outro sem que ocorra a percepção disso.
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Veja exemplos da manipulação direta no cotidiano:

  • "Se você não fizer o que eu quero, iremos terminar", ou então "Se terminarmos, você nunca encontrará alguém tão bom quanto eu" são frases que podem ser usadas para manipular alguém em relacionamentos, por exemplo
  • "Qualquer um pode fazer isso", é um exemplo de frase que menospreza as qualidades do próximo e o inferioriza, podendo ser usada para fazer a pessoa acreditar que precisa de ajuda, que não é capaz de fazer sozinha
  • "Pare de ser dramático" é uma fala que, dependendo da situação, pode ser uma forma de fazermos com que as pessoas ignorem seus sentimentos e sintam que estão reagindo exageradamente frente a um problema concreto.
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Manipulação indireta

A manipulação indireta é a mais frequente. Neste caso, a pessoa que é manipulada é colocada em uma posição de observador. Seja em ambiente profissional, educacional ou até mesmo domiciliar, a vítima da manipulação vai sendo colocada em segundo plano, tendo seu poder de fala excluído, sem espaço para que suas ideias, opiniões e desejos sejam expressados.
"É comum que ocorra a chantagem emocional, isto é, um indivíduo que apele aos sentimentos para conseguir o que quer, e caso não consiga, irá fazer você acreditar que você é o grande culpado. Cria-se um mal estar emocional, um estado de mente onde temos sentimentos de dúvida sobre nossa capacidade, além da insegurança para tomar atitudes", explica Adriana.
 Resultado de imagem para pessoas manipuladoras
 Um comportamento manipulador costuma ser expressado por meio de críticas excessivas, rebaixamento e até a humilhação. Isso faz com que pouco a pouco, a essência da pessoa que está sendo manipulada seja oprimida, e isso pode acarretar sérios danos para a saúde emocional de quem passa por esse tipo de situação. "Conviver com a manipulação faz você sentir como se já não estivesse mais sob controle da sua vida", alerta a especialista.

Exemplos da manipulação indireta no cotidiano:

  • "Se fizermos as coisas do meu jeito, será melhor para nós" é uma frase que evidencia esse tipo de manipulação, que coloca as necessidades do outro em segundo plano de maneira sutil. Pode parecer que você está pensando no bem estar do próximo, quando na verdade, você pode estar excluindo suas opiniões e sentimentos
  • "Olha o que você me fez fazer" também pode ser um dizer manipulativo, já que você transfere a responsabilidade de suas ações para alguém que não tem o poder de te fazer tomar decisões
  • Dizer "eu apenas fiz isso para ajudar" quando na verdade fizemos algo intencionalmente para prejudicar alguém, é uma forma de atingirmos nossos objetivos utilizando os meios que julgarmos necessários sem que tenhamos que enfrentar as consequências disso.
  • (A respeito da imagem abaixo, pesquise no Google, se desejar).
  • Resultado de imagem para pessoas manipuladoras

Manipulação sutil

Há também quem possa manipular os outros de maneira delicada ou até mesmo doce. Podem ser usadas críticas em meio à elogios, de forma que, por mais que você se sinta confortável com seu rendimento em determinado assunto, você não terá satisfação total no que realizou, porque há entrelinhas, um defeito indicado pelo outro. Este defeito indicado pode não ser válido, sendo colocado em meio a uma fala agradável para causar o desconforto a quem os argumentos são direcionados.

Quem corre mais riscos de ser manipulado

Assim como existem pessoas com personalidade manipuladora, também há quem tenha um perfil comportamental mais passível de ser manipulado. Adriana diz que indivíduos que não conhecem os próprios limites podem ser um alvo fácil de manipulação.
Outras características como timidez excessiva, submissão e amedrontamento frente à confrontos também potencializam situações de manipulação, já que para evitar conflitos, muitas pessoas não dizem o que querem ou pensam, e o silêncio é um grande aliado na validação dos argumentos de pessoas manipulativas. "Indivíduos inseguros, que não confiam em suas próprias percepções e que precisam do apoio ou aprovação alheia na tomada de decisões também tendem a sofrer, já que é de interesse do manipulador que a opinião dessas pessoas sua opinião seja sempre tida como irrelevante em meio ao convívio social", ressalta.

Como lidar com pessoas manipuladoras

Segundo Adriana, é necessário entender o "jogo", isto é, analisar cautelosamente os padrões de comportamento de quem manipula, e saber o que fazer diante disto. Ter calma e equilíbrio emocional na hora de se manifestar sobre quaisquer assuntos também pode te fortalecer, pois demonstrará domínio, precisão e a coerência em seus argumentos, sem que seja preciso atacar o próximo para validar seu ponto de vista.

Sabendo como funciona a relação entre manipulador e manipulado, e quais sinais devem ser percebidos para evitar cair em armadilhas psicológicas, é possível lidar com estas pessoas sem se tornar paranóico ou desconfortável. "O segredo não é ser mais você e menos o outro, mas sim, ser tanto você que tudo bem se doar e se relacionar com o outro", reitera Adriana.

Caso você sinta que a situação está fora do controle busque ajuda de pessoas que possam lhe orientar. Se a situação estiver acontecendo no trabalho, tente conversar com a pessoa que cuida dos recursos humanos. Caso seja alguém próximo a você, fale com um amigo e busque orientação psicológica. Lembre-se, que ninguém tem o direito de lhe intimidar e sempre existem pessoas dispostas a ajudar.

Como evitar que os outros lhe manipulem

Saber quem você é e o seu valor são dois fatores que dificultam a possibilidade de você ser manipulado. Isso porque conhecendo a si mesmo, é possível criar uma barreira entre a visão do próximo sobre você, e a sua visão em relação a quem você é. Devemos levar em consideração as opiniões e críticas de outras pessoas desde que sejam feitas de maneira construtiva e bem intencionada. Caso contrário, é importante não deixar que as palavras possam enfraquecer suas estruturas.

Conheça os próprios limites
Aprender a dizer "não" em situações que possam lhe deixar desconfortável faz com que você dificilmente possa se encontrar em momentos em que alguém está lhe controlando, pois você determinou fronteiras entre quem você é e o que você está disposto a oferecer ao meio social, sem alterar sua essência.

Desenvolva a resiliência

Ter resiliência significa lidar com os problemas, obstáculos e estresse de maneira equilibrada e serena. A tranquilidade permite que você possa tomar decisões coesas, que coloquem seus objetivos e bem estar em primeiro lugar, sem que a pressão externa ou interna interfiram no que se deseja.

Cultive a virtude da longanimidade 

Sobre o conceito da longanimidade, Adriana de Araújo explica: "A longanimidade vai além da resiliência, pois significa respeitar o tempo e a si mesmo para a resolução de um problema. É aplicar os conhecimentos de respeito ao próximo a si mesmo. É algo a se desenvolver e treinar, porque não se nasce possuindo esta característica".

 TAGs: psicologia bem-estar
 https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/32942-como-identificar-pessoas-manipuladoras-e-lidar-com-elas
Artigo espetacular, excelente e de grande utilidade!!
Muito Obrigada!!
 Link onde peguei as imagens:
https://www.google.com/search?q=pessoas+manipuladoras&client
Obrigada!!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

MAIS UM CRIME CHOCANTE, NO BRASIL, LAMENTAVELMENTE, VIROU ROTINA!!

                                            
Homem mata mulher a facadas após discussão por causa de WhatsApp
Danielle levou três facadas e morreu no hospital
© Reprodução/TV TEM Danielle levou três facadas e morreu no hospital
Um crime bárbaro chocou os moradores de Itu, no interior de SP, na noite do último domingo, 16. Um homem matou a companheira a facadas após discussão sobre o uso do WhatsApp.
A vendedora Danielle Priscila Ribeiro, 29 anos, sofreu golpes nas costas, cabeça e pulso. Ela foi socorrida com vida, mas morreu no hospital. O crime ocorreu na frente do filho dela, de 8 anos.
Em depoimento à polícia, André Vinícius Vasconcellos, 23 anos, disse que não tinha intenção de matar a companheira, mas machucá-la. Segundo ele, a crise de ciúme ocorreu porque a namorada na saía do WhatsApp.
André chegou a fugir após o crime, mas se entregou à polícia na manhã de segunda-feira. Ele ficará preso preventivamente até o julgamento do caso pela Justiça.

Feminicídio no Brasil

No Brasil, três mulheres são assassinadas por dia. A cada dois segundos, uma mulher é agredida no país. Quase 80% dos casos, os agressores são o atual ou o ex-companheiro, que não se conformam com o fim do relacionamento.
Feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher em decorrência do fato de ela ser mulher ou em decorrência de violência doméstica.
Quando o assassinato de uma mulher é decorrente, por exemplo, de latrocínio (roubo seguido de morte) ou de uma briga entre desconhecidos ou é praticado por outra mulher, não há a configuração de feminicídio.
lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do Feminicídio, alterou o Código Penal brasileiro, incluindo como qualificador do crime de homicídio o feminicídio.
Também houve alteração na lei que abriga os crimes hediondos (lei nº 8.072/90). Essa mudança resultou na necessidade de se formar um Tribunal do Júri, ou o conhecido júri popular, para julgar os réus de feminicídio. Saiba onde e como denunciar no link abaixo:

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

"Descobri um mês depois do parto que minhas gêmeas têm síndrome de Down'

Ellen e Willams junto com as filhas, no parto
Arquivo pessoal Image caption Ellen e Willams em maio de 2014, no nascimento das gêmeas: na época, casal não desconfiava que filhas tinham síndrome de Down
 
Uma sequência de notícias inesperadas mudou completamente a vida do casal Ellen de Souza e Willams Ferreira a partir dos últimos meses de 2013.
Eles, que na época namoravam havia dois anos, souberam que seriam pais. "Eu tomava anticoncepcional corretamente e não planejávamos ter um filho naquele momento", diz a mulher.
Dois meses depois, outra notícia surpreendeu o casal: eram gêmeos idênticos (univitelinos). "Há vários casos de gêmeos na minha família, mas não acreditava que também fosse acontecer comigo", comenta Ellen.
A terceira surpresa, que o casal define como a mais difícil, veio no primeiro mês de vida das filhas: um exame apontou que as duas têm síndrome de Down.
"Confesso que fiquei arrasada quando soube, porque tinha muito medo do que isso poderia significar em nossas vidas", revela Ellen. "Quando recebemos a notícia, foi um impacto muito forte. Tivemos um pouco de medo, pois pensamos em como seria o futuro delas", completa Willams.
 Helena e Heloísa quando eram bebêsImage caption Ellen e Willams em maio de 2014, no nascimento das gêmeas: na época, casal não desconfiava que filhas tinham síndrome de Down 

Passados mais de cinco anos desde que Helena e Heloísa nasceram, em 9 de maio de 2014, Ellen e Willams consideram as garotas seus maiores presentes. "O medo que tivemos foi apenas no começo. Logo passou esse temor, porque sabíamos que as nossas filhas precisariam muito da gente", diz Ellen.
O nascimento de Helena e Heloísa é considerado um fato raro. Isso porque estudos apontam que, aproximadamente, um a cada 700 ou 800 partos no Brasil é de uma criança com síndrome de Down. Não há dados oficiais, mas especialistas acreditam que menos de 0,5% dos nascimentos de crianças com a síndrome seja de gêmeos — desses, apenas um terço deles são univitelinos, como no caso das meninas, quando os dois bebês possuem a característica genética.

A síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de três cromossomos 21 nas células do indivíduo. Aqueles que possuem a característica têm, ao todo, 47 cromossomos nas células, enquanto a maior parte da população tem 46.
Estimativas apontam que no Brasil há, aproximadamente, 300 mil pessoas com trissomia do cromossomo 21, como também é conhecida a síndrome.

Gestação e nascimento

Ellen, hoje com 27 anos, descobriu a gravidez enquanto estava na metade do curso de fisioterapia. Ela planejava concluir a graduação para que depois pudesse ser mãe. "Quando descobri a gestação, tive de mudar todos os meus planos, principalmente quando soube que eram gêmeas", revela.
Os exames de pré-natal apontaram que ela estava grávida de duas meninas, mas não indicaram a síndrome. "Nunca imaginei que elas poderiam ter Down", diz Ellen.
As garotas nasceram duas semanas antes de a mãe completar os nove meses de gestação. Dias depois de as recém-nascidas irem para casa, uma das médicas ligou para Ellen. "Ela me disse que as minhas filhas deveriam fazer um exame, porque as duas pediatras que estiveram no parto suspeitaram que elas poderiam ter síndrome de Down", explica a mãe.
A família mora em João Pessoa, na Paraíba. Os materiais colhidos das recém-nascidas foram encaminhados a São Paulo, onde passaram por análise. Um mês depois, os resultados dos exames confirmaram a síndrome.
"Quando soube, chorei muito. Cheguei em casa, olhei para elas e pensei que não queria mais ser mãe. Foi como um momento de luto. Mas toda essa sensação ruim durou uma hora, mais ou menos. Logo que elas choraram, eu corri para cuidar delas", diz Ellen.
 Ellen e Willams durante a gravidez das gêmeasDireito de imagem Arquivo pessoal
Image caption Gestação das gêmeas foi inesperada, mas hoje é considerado pelos pais como um presente
A partir de então, a dedicação do casal para cuidar da filha passou a ser intensa. "A gente sabia que elas precisariam de muita ajuda para que pudessem se desenvolver", diz a mãe.
Pediatra e geneticista, Patrícia Salmona, presidente do departamento científico de genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo, explica que para que uma criança com síndrome de Down possa se desenvolver é fundamental que os pais façam estimulação precoce. "A gente indica acompanhamento com fonoaudiólogos e fisioterapeutas, além de terapia ocupacional", diz.
"Essas crianças precisam passar por exames, como avaliações cardiológicas, porque metade das pessoas com síndrome de Down tem cardiopatia. Também é importante avaliar a visão e a audição dessas crianças", diz a especialista.
Salmona ressalta que pode haver casos, como o de Ellen, em que as mães descobrem que o filho possui a síndrome somente após o nascimento da criança. "Há até 80% de chances de a mãe descobrir durante a gestação, se fizer o pré-natal adequado, com exames que possam identificar a característica. Mas ainda assim, há uma pequena porcentagem de casos, em torno de 20% ou 30%, em que a síndrome acaba passando batido, porque a criança não tem alterações, como a cardiopatia, que possam estar relacionadas à síndrome de Down. Por isso, há situações em que o diagnóstico vem somente depois do nascimento", pontua a médica.

O desenvolvimento das gêmeas

Ellen comenta que as filhas costumam ter dificuldades para se desenvolver. "Elas demoram mais que outras crianças para aprender coisas do cotidiano. Por exemplo, a Helena andou com onze meses. Já a Heloísa deu os primeiros passos somente aos dois anos", diz.

 Helena, Heloísa e os paisDireito de imagem Arquivo pessoal Image caption Helena e Heloísa passam os dias na escola e com as avós, enquanto os pais trabalham
"Penso que se elas não tivessem a síndrome, estariam falando mais e talvez não tivessem tanta dificuldade para formar frases. Mas, apesar disso, não vejo muitas diferenças entre ter filhas com Down ou não", acrescenta a mãe.
"Esse comprometimento (cognitivo) varia conforme o estímulo recebido pela criança ao longo da vida. Quanto mais estímulos, mais ela evolui", diz Patrícia Salmona.
As garotas estão em uma escola regular de João Pessoa, em fase de alfabetização. A mãe revela que há algumas dificuldades em comparação com os colegas de turma. "Mas a Helena está indo muito bem. Sabe até contar e cantar em inglês", conta.

Autismo

Há um ano, Heloísa também foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em grau leve. "Essa é mais uma dificuldade, mas nada que a impeça de evoluir", afirma Ellen.
 Heloísa e HelenaDireito de imagem Arquivo pessoal Image caption Heloísa (de vestido azul) foi diagnosticada com autismo há um ano
Pesquisas apontam que as chances de uma pessoa com síndrome de Down ter autismo são maiores do que a população em geral. "Os estudos consideram que o risco de autismo na população geral é de, mais ou menos, 1%. Já entre as pessoas com Down, o risco é um pouco maior, corresponde de 5% a 10% de chances", diz Salmona.
"É importante dizer que o autismo e a síndrome de Down são completamente diferentes. Uma das diferenças é que as pessoas com síndrome de Down são sociáveis, enquanto aquelas com Transtorno do Espectro Autista não são", explica a médica.
Heloísa e a irmã fazem acompanhamento com fonoaudióloga, psicóloga e fisioterapeuta de duas a três vezes por semana. Em casa, a mãe também auxilia as filhas em atividades para que elas possam se desenvolver.
"Cada aprendizado delas é uma grande vitória para a gente. Mesmo com algumas dificuldades, elas estão aprendendo cada dia mais", comemora o pai das garotas.

O cotidiano e o futuro

Helena e Heloísa são descritas pelos pais como alegres e muito carinhosas. "Em todos os lugares que elas vão, as pessoas ficam encantadas, porque são muito amorosas", diz Ellen. Entre as atividades preferidas delas estão brincar de bonecas e com brinquedos educativos. A convivência entre as duas é típica entre irmãos e, às vezes, acaba em briga.
"Uma puxa o cabelo da outra e elas acabam brigando. Mas elas ficam, na maior parte do dia, abraçadas ou brincando", conta a mãe.
 Helena e HeloísaDireito de imagem Arquivo pessoal Image caption Helena e Heloísa (de vestido azul) são alegres e amorosas e gostam de jogos educativos, dizem os pais delas
A fisioterapeuta afirma que teme que as filhas enfrentem preconceito. "Elas são muito novas e sequer entendem que têm síndrome de Down. Nós tememos que elas sejam discriminadas por essa condição. Hoje em dia as pessoas entendem mais sobre o assunto, mas ainda existe preconceito", declara.
Ellen retomou os estudos pouco após o nascimento das crianças e se formou em fisioterapia. Hoje se divide entre os cuidados com as garotas e o trabalho — ela atende pacientes em domicílio. O pai das gêmeas é técnico em climatização. As meninas passam os dias entre a escola e a casa de uma das avós, até os pais voltarem de seus trabalhos.
Os pais revelam que o principal objetivo deles é que as garotas possam se desenvolver o suficiente para que possam ter um futuro melhor e sem grandes dificuldades.
"Quero que elas estudem, se formem e tenham suas famílias. Hoje em dia a gente vê, apesar das dificuldades, muitas pessoas com síndrome de Down conseguindo se formar, trabalhar e ser independentes. O meu maior desejo é que elas sejam assim também", afirma Ellen.

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

'Aqui não é sua casa': os relatos dos brasileiros detidos e deportados dos Estados Unidos




Um ônibus contendo crianças detidas entra nas instalações da US Border Patrol em Nogales, Arizona, 2014
Para a rondoniense Joyce, 22, a parte mais dolorida dos 18 dias em que ficou detida foi se sentir impotente diante do sofrimento prolongado da filha, de três anos de idade. "Para mim, o que mais doeu foi ver a minha filha chorar e apontar o dedinho vendo e pedindo uma bolacha, com fome, e eles negarem", relembra, sentada no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, enquanto tenta com o marido decidir como a família voltará para casa, em União Bandeirante, Porto Velho (RO).
Pamela Cristina, 21 anos, de Governador Valadares, parece abatida e emocionada ao falar da experiência no saguão do aeroporto, recém-chegada após 18 horas de viagem de ônibus e avião. "É muito sofrido. A gente entra com uma mente sadia e sai com uma mente doente, aterrorizada. Muito doente", diz. "A gente se sente um lixo, a pior coisa do mundo. Eles falam pra gente 'aqui não é sua casa. Se você quisesse ser tratada bem, você ficava na sua casa'. A gente vem atrás de uma vida melhor para a família da gente, acaba achando isso."
Joyce e Pamela chegaram ao Brasil na noite de sexta-feira (7), em um avião trazendo brasileiros deportados dos Estados Unidos que pousou no aeroporto internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o Itamaraty, eram 130 os brasileiros trazidos nesse voo. No desembarque, o número parecia menor. Muitos estavam detidos há quase 20 dias, há mais de dez sem tomar banho, todos bem mais magros do que quando partiram. A Polícia Federal (PF) não soube informar o número de passageiros.
Desde outubro do ano passado, esse é o terceiro avião com brasileiros extraditados dos EUA que pousa em Confins.
Segundo a Polícia Federal "voos com essas características podem se tornar frequentes". A PF disse ainda, em nota, que realizou "os procedimentos de controle migratório, uma de suas competências definidas pela Constituição da República" e que "não constatou nenhuma ilegalidade conexa à migração dos deportados e segue investigando casos suspeitos".

O voo fretado pelos EUA e autorizado pelo governo brasileiro saiu do Texas, parou para reabastecer em Guayaquil, no Equador, e chegou à capital mineira por volta das 23h40. Todos os brasileiros passaram pela fiscalização da Polícia Federal antes de serem liberados; a partir dali, cabia a eles conseguir continuar a viagem para casa, com pouco ou nenhum dinheiro. Nos relatos ouvidos pela BBC News Brasil, muitos disseram que tiveram roupas, bagagem e até dinheiro extraviados no período em que estiveram detidos.
"Jogaram nossa roupas fora, viemos com as roupas deles. Nossas carteiras, documentos, tudo jogou fora. Minha identidade, CPF, ficou tudo com eles", contou um dos passageiros, de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, que preferiu não ser identificado.
 Mulheres atravessando o Rio GrandeDireito de imagem AFPA costureira Fiama, de Goiânia, foi detida quando tentava entrar cruzar a fronteira do México com EUA com o marido e a filha pequena, atravessando com a água pelos joelhos 


Muitos chegaram vestindo moletons e calçados distribuídos pelos agentes de imigração como uniforme. Alguns traziam nos pulsos as pulseiras coloridas com seus números de identificação e a temperatura de cada um. Todos diziam que estavam há pelo menos dez dias sem tomar banho, e há mais de 12 horas sem comer nada, tanto adultos quanto crianças.
Recebidos pelas câmeras da imprensa no portão de desembarque quando chegavam apenas com a roupa do corpo e poucos documentos e dinheiro guardados em um saco plástico dado pela imigração, muitos esconderam o rosto para não aparecer em fotos ou filmagens. A reportagem conversou com alguns desses brasileiros, mas optou por não revelar seus sobrenomes para preservar sua privacidade.
Nos relatos, muitos contam ter passado fome, frio e abuso psicológico nas semanas em que passaram detidos em El Paso pelo serviço de imigração americano, em locais que eles chamam de tendas, onde dormiam em colchonetes no chão, e na "cadeinha", um prédio mais parecido com uma prisão, onde alguns também dormiram.

Agressividade e humilhação

"A única coisa que eu posso dizer é que aquilo ali é um inferno. Guardas batem nas pessoas, empurram os outros. Na minha cela uma menina estava conversando com o marido e o filho dela, o guarda empurrou os dois na cela, caíram ele e a criança", diz Pamela, que afirma que o tratamento é ainda pior para as famílias mexicanas e da América Central.
Os brasileiros dizem que havia dois tipos de detenção: uma em grandes tendas de lona branca, com colchonetes espalhados pelo chão — mulheres para um lado e homens para o outro — , em que ficavam até 120 pessoas num mesmo cômodo. E nas "cadeinhas", que são pequenas prisões com celas, em que os detidos dormiam no chão frio, em pleno inverno americano. Nas cadeinhas, um banheiro aberto ficava no meio das celas, sem nenhuma privacidade.
Joyce, mãe da menina de três anos e que ficou 18 dias detida, diz que o clima era de intolerância até com as crianças.
"Tiraram o leite que as crianças maiores bebiam, deixaram só o tipo leite materno para crianças de até um ano. Quando isso aconteceu, minha filha ficou três dias sem comer. Depois acho que ela esqueceu que existe leite."
O pai, Cleony, de 25 anos, conta que a menina chegou a desmaiar de fome. "Danou a vomitar, só água no estômago. Só depois de uns dias que ela aceitou tomar soro e melhorou. Daí começou a aceitar bolachinhas, outras coisas", afirma.
"As crianças não podiam correr. Começavam a correr, vinha um gritão. 'Vai para o colchão con su mamas! Sus niños com sus mamas'. Teve um dia que me cortou o coração que ela chegou perto de mim e chorava e dizia 'papai, vamos embora, vamos embora'."
"Todo dia ela acordava espantada, apavorada, diz Joyce. "Quando a neve começou a cair, todas as crianças queriam ver. Os guardas foram lá e colocaram uma toalha na porta para não deixar."
Quando a reportagem começou a conversar com os passageiros, muitas crianças que estavam com os pais se anteciparam em narrar os diversos episódios de vômitos, mal estar e tristeza. A comida, em geral pão, batatinha e burritos, era escassa e, muitas vezes, estragada.
 Famílias de migrantes com crianças cruzam todos os dias o Rio Grande na tentativa de chegar aos Estados UnidosDireito de imagem AFP Image caption Famílias de migrantes com crianças cruzam rios todos os dias na tentativa de chegar aos Estados Unidos
Nas salas de detenção, biscoitos e água ficavam em uma mesa, com o aviso de que estavam disponíveis. Mas se alguém tentasse pegar, era logo repreendido pelos guardas, segundo os relatos. A orientação era de que ficassem todos deitados o tempo todo, com as crianças no colo. "Se levantássemos, eles xingavam."
Elaine, mãe de uma menina de um ano e grávida de cinco meses, diz que não recebeu nenhum tratamento diferente. Ficou presa por 18 dias, dormindo no chão. "Eles arrancaram todas as nossas cobertas quentinhas e deram um negócio de alumínio pra gente usar como coberta. Teve um dia que eu fiquei com tanta fome, mas tanta fome, que o nenê parou de mexer. Fiquei preocupada, mas fiquei na minha porque estava perto do dia de vir embora e fiquei com medo de eles me segurarem lá", diz.
Eles contam que, quando havia a suspeita de alguma complicação médica, a equipe médica barrava a liberação dos detidos para observação.
A costureira Fiama, de Goiânia, foi detida quando tentava cruzar — com o marido e a filha pequena — a fronteira do México com os Estados Unidos, atravessando com a água pelos joelhos.
"Eles tratam a gente como se fossemos delinquentes mesmo. Eu sei que a gente estava entrando ilegal, que não é certo. Mas a gente tenta o visto e eles não dão, né? A gente quer ir para trabalhar. Não quer ir para roubar, não quer ir para fazer nada, mas eles tratam a gente como delinquente", lamenta, emocionada.
Fiama se inspirou na irmã, que foi para os Estados Unidos com o filho no ano passado, no esquema chamado de cai-cai: entregando-se à imigração, pedindo asilo e aguardando o julgamento em liberdade em território americano. Mas agora, sob as novas medidas do governo de Donald Trump, as regras estão mais rígidas, e muitos aguardam a deportação detidos pelo serviço de imigração.
Hoje, a irmã da costureira trabalha com faxina na Carolina do Sul e já tinha garantido emprego para Fiama, que colocava grande esperança de melhorar de vida na mudança.
"Você vê, lá ela limpa cinco casas e ganha US$ 150 (R$ 648) por dia. Pra gente ganhar isso aqui não dá" diz a moça, que pretende voltar a trabalhar como costureira; já o marido, que trabalhava numa carvoaria, vai ter que sair em busca de emprego.
A reportagem entrou em contato com o Departamento de Segurança dos Estados Unidos, responsável pelo serviço de imigração, mas não obteve retorno. Em seu site, o serviço de imigração afirma que garante a remoção de estrangeiros ilegais, sem especificar regras de detenção.
A ONG União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu, na sigla em inglês), diz em seu site que muitas das táticas de remoção de estrangeiros ilegais dos EUA desconsideram o direito a uma audiência justa no tribunal, e que a militarização da fiscalização tem promovido abusos como preconceito racial até força excessiva.
 TrumpDireito de imagem Getty Images Image caption Sob governo Trump, regras de imigração estão mais rígidas, e muitos aguardam a deportação detidos

Sem advogado, sem informação

Os brasileiros também contaram à reportagem que lhes era dada a opção de aceitar a deportação imediata ou recorrer a um advogado, mas nenhuma das duas funcionava na prática.
"Você tem o direito de ligar para o advogado, mas quando pede para o guarda, a polícia não deixa. Enquanto isso, seu processo vai correndo e você perde o prazo. Eu nem tentei o advogado porque vários amigos meus tentaram e não deu", diz Cleony. Ele mantinha-se sorridente ao contar os detalhes da horrível experiência. "O brasileiro não perde o sorriso".
Fiama, assim como todos com quem a reportagem conversou, diz que não pretende nunca mais tentar o sonho de voltar aos EUA. "Não imaginava que seria assim."
"Estava todo mundo passando, a gente achou que ia passar. O policial falou assim pra gente: vocês podem avisar para todo mundo que ninguém mais passa aqui. Pode avisar que o que vocês passaram, os outros vão passar o triplo", lembra Pamela.

Da indústria de celulares à soja, os impactos do coronavírus na economia brasileira

Pessoas com celulares
 Getty Image caption Desabastecimento de componentes eletrônicos vindos da China pode causar paralisação de linhas de produção no Brasil 


O surto de coronavírus já matou mais de 1,1 mil pessoas na China e infectou mais de 40 mil.
Enquanto médicos e cientistas correm contra o tempo para entender melhor o vírus e buscar meios para controlar sua disseminação, economistas tentam mensurar o impacto da doença no comércio global.
As primeiras projeções apontam uma desaceleração da economia chinesa — tanto o banco UBS quanto o Itaú, por exemplo, revisaram a estimativa para o crescimento do país em 2020 de 6% para 5,4% e 5,8%, respectivamente.
É difícil, entretanto, prever os desdobramentos dessa perda de fôlego sobre os parceiros comerciais da China, já que a situação atual não tem precedente.
Desde a epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), em 2003, que também afetou o país asiático, a participação chinesa no Produto Interno Bruto (PIB) global saltou de 4% para 16%.

 Nesse intervalo, o país se tornou principal destino das exportações brasileiras — viu sua participação no valor total embarcado avançar mais de quatro vezes, de 7,1% em 2003 para 29% em 2019, de acordo com os dados do Ministério da Economia.
 Gráfico da participação da China nas exportações brasileiras

Assim, revisões para baixo no PIB chinês geralmente afetam o Brasil. Mas essa não é a única razão.
Além de importante comprador de commodities brasileiras, o país asiático também tem papel relevante como fornecedor para a indústria local, especialmente a de produtos eletroeletrônicos.

Desabastecimento na indústria

De acordo com a consultoria Oxford Economics, as exportações chinesas de bens intermediários no segmento eletroeletrônico respondem por mais de 10% da produção global desses produtos.
Na prática, isso significa que, além dos bens acabados exportados pelo país, a China também vende chips, circuitos integrados e outras partes e peças que vão se tornar celulares, máquinas de lavar, televisores e diversos outros eletrônicos em outros países.
"Assim, além da queda da demanda chinesa (por bens importados de outros países), uma retração acentuada da atividade industrial no país pode causar um rompimento nas cadeias de fornecimento em outras regiões", afirmam os economistas Ben May e Stephen Foreman em relatório.
O Brasil é uma dessas áreas.
Ao contrário da pauta de exportação brasileira para a China, concentrada em poucos produtos básicos, a de importação é bastante pulverizada e com alto valor agregado.
São circuitos, partes de aparelhos transmissores ou receptores, motores, geradores e transformadores elétricos, semicondutores, máquinas e peças que vêm do país asiático para abastecer a indústria nacional.
 Mulher trabalha em fábrica na província de Jiangsu, na China 
Direito de imagem STR/AFP Image caption China é importante fornecedor de componentes para a indústria eletroeletrônica no Brasil
Segundo a Eletros, que representa algumas das maiores empresas do setor eletroeletrônico no Brasil, a China é fornecedor importante de componentes para fabricantes de produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar), linha marrom (equipamentos de áudio e vídeo) e eletroportáteis (secadores de cabelo, sanduicheiras, ventiladores).
A entidade "considera preocupante a instabilidade na cadeia logística de importação de insumos produzidos na China" — ou seja, a possibilidade de desabastecimento, especialmente dos componentes de maior valor agregado, que costumam chegar ao Brasil por via aérea.
Nesse caso, de acordo com a Eletros, o estoque atual é suficiente para abastecer o setor por algo entre 10 e 15 dias.
Uma sondagem realizada com 50 indústrias por outra entidade representante do segmento, a Abinee, apontou que 52% já apresentavam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos vindos da China.
De acordo com o relatório divulgado na última sexta (07/02), caso a situação persistisse, 22% das companhias corriam o risco de parar a produção já nas próximas semanas.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Sidalino Orsi Junior, afirma que os trabalhadores da Samsung em Campinas aprovaram em assembleia no fim da semana passada a parada nesta quarta, quinta e sexta, com reposição posterior de dois dos dias sem expediente.
A fábrica tem cerca de 2,5 mil trabalhadores, segundo a entidade.
A empresa não confirma a paralisação e diz se manifestar apenas por meio do posicionamento já divulgado pela Abinee.
 Homem anda de máscara em Wuhan
 Direito de imagem Getty Images Image caption Além de Wuhan epicentro do surto, mais de 10 cidades chinesas estão em quarentena

Cadeias globalmente integradas

Os estoques reduzidos são uma consequência da forte integração das cadeias produtivas nesse setor, explica Pietro Delai, da IDC Brasil, empresa de pesquisa focada no setor de tecnologia.
À medida que, de um lado, a tecnologia foi avançando e os componentes eletrônicos foram diminuindo de tamanho e, de outro, a indústria chinesa conseguiu ganhar escala, a indústria brasileira conseguiu importar relativamente mais barato e com entrega mais rápida, feita por via aérea.
Hoje, os pedidos de alguns componentes são muitas vezes feitos "on demand", a depender dos pedidos que o fabricante precisa entregar.
A região de Hubei, epicentro do surto de coronavírus, é um importante polo automotivo da China. A cidade de Wuhan, localizada na província, está em quarentena há três semanas.
Além dela, mais de dez outras cidades estão na mesma situação - com comércio, escolas e fábricas fechadas, uma tentativa de controlar o surto.
Mesmo em regiões que não estão em quarentena, eventuais suspeitas de contaminação têm levado ao fechamento total de algumas indústrias até que se descarte um novo caso.
Questionado sobre a possibilidade de que produtos eletrônicos fiquem mais caros no Brasil diante da escassez de componentes, Delai afirma que, via de regra, "todo desequilíbrio de oferta e demanda mexe em preço".
No caso específico do Brasil, as empresas do setor já estão com as margens de rentabilidade apertadas por conta da recessão e, com o aumento do dólar, enfrentam um aumento de custo de insumos importados.
 conteiners 
Direito de imagem STR/AFP Image caption Preços dos principais produtos exportados pelo Brasil recuaram desde o início do surto

Soja, minério e carne

Do lado da exportação, o principal impacto de curto prazo tem sido nos preços das principais commodities vendidas pelo Brasil.
As cotações da soja, do petróleo e do minério de ferro vêm acumulando queda desde que os primeiros casos da doença foram confirmados, diante do temor de uma desaceleração da economia chinesa.
A soja representa cerca de 30% de tudo o que o Brasil exporta para a China, seguido de petróleo (24%) e minério de ferro (21%).
Esse efeito sobre os preços pode ser temporário, diz Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, a depender do período de duração do surto.
Por ora, o economista não revisou sua estimativa para a balança comercial deste ano, de saldo positivo de US$ 37,4 bilhões, mas ressalta que "o risco é para baixo". Em 2019, o saldo foi de US$ 49 bilhões.
Em termos de volume, parte dos setores exportadores não espera variação significativa no curto prazo.
Bartolomeu Braz, presidente da Aprosoja, que representa os produtores da commodity, afirma que os contratos de compra e venda de soja são fechados com meses de antecedência e que, por isso, as vendas nos próximos meses para a China estariam asseguradas.
Há uma "pequena preocupação", segundo ele, de que o surto se estenda muito além deste primeiro trimestre e que a economia desacelere mais, o que poderia afetar a demanda.
Já o setor de carne avalia um possível aumento nos pedidos.
De acordo com a agência Reuters, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, avalia que a combinação de peste suína africana, coronavírus e gripe aviária, que tem afetado granjas em algumas regiões em quarentena, poderia impulsionar a demanda chinesa por carne brasileira.
A associação não retornou os pedidos de entrevista feitos pela reportagem.
A BBC News Brasil também procurou o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para uma avaliação de possíveis impactos sobre as exportações de minérios de ferro.
A entidade informou, entretanto, que "não realizou estudos sobre este tema".

Pássaros x Pessoas











Excelente dia para você!!












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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Ani Ledodi Vedodi Li

ANI LEDODI VEDODI LI
Será que sabemos... ou podemos aprender a amar?

Aprendendo a amar

“E amarás o Eterno, teu Deus, com todo o teu coração…”(Deuteronômio 6:5)
Na Torá, somos ordenados a amar. Amar a Deus, amar o próximo, amar o convertido… Como pode ser? No mundo atual, somos bombardeados com referências que insistem que o amor é espontâneo, incompreensível, talvez até mesmo mágico. Como então podemos ser obrigados a sentir um amor verdadeiro desta forma? Será que podemos aprender a amar?
“E amarás ao teu próximo como a ti mesmo”(Levítico 19:18) é, em hebraico, Veahavtá lereachá camôcha. É utilizada a preposição LE־reachá, ao teu próximo, e não o artigo ET reachá, o teu próximo. A letra lamed, cujo som corresponde ao L, quando usada nesta construção, tem o significado da preposição “para”. Portanto, amar é agir para alguém, e amor é doação. Talvez este seja o melhor sinônimo ou significado da palavra, de acordo com a Torá – amar é dar.
Um dos amores mais naturais e óbvios que podemos usar como exemplo é amor maternal ou paternal. Quando nasce um bebê, seus pais têm de suprir todas as suas necessidades. Passam meses trocando fraldas, alimentando, dando banho, fazendo uma série de ações para o bem do bebê sem receber nenhum tipo de reconhecimento, às vezes nem mesmo um sorriso, apenas mais fraldas sujas e mais choro inconsolável. E não há ninguém no mundo que eles amem mais. Eles continuam lá, firmes e fortes, dando de si, de seu tempo, para aquela pequena criatura. Quanto mais eles se dedicam ao filho, mais o amam, pois o ser humano aprecia tudo aquilo pelo que se esforça a fazer. Os pais passam a vida se dedicando aos filhos, por isso esse amor nunca diminui ou se extingue, só cresce e se intensifica.
Mas e o amor que não é natural, como por exemplo aquele que se desenvolve a partir de uma atração, ou mesmo do sentimento de paixão? Num relacionamento amoroso, nos traz satisfação agradar nosso parceiro, presenteá-lo, aprimorar nossas características para atender às suas necessidades, sair de nossa zona de conforto para suprir suas vontades. Nos doamos continuamente, cultivando assim esse sentimento e desenvolvendo constantemente esta relação. Esse mesmo raciocínio vale para o amor presente em uma amizade, em que investimos nosso tempo e interesse e recebemos em troca convivência e atenção de alguém cuja companhia nos traz conforto e alegria.
O nome da letra lamed corresponde à raiz Lamad, do verbo Lilmod, estudar, aprender. Coincidência? Claro que não, pois podemos aprender a amar qualquer um, é só nos doarmos para alguém, investir nosso tempo e esforço em um relacionamento. Um dos grandes psicanalistas, filósofos e sociólogos do século XX, Erich Fromm, escreveu: “O primeiro passo é tornar-se consciente de que o amor é uma arte, assim como a vida é uma arte. Se queremos aprender a amar, devemos proceder da mesma forma como se fôssemos aprender qualquer outra arte, como a música, pintura, carpintaria ou a medicina e engenharia.
Para manter este amor, é só continuar esta fórmula. Para um relacionamento amoroso perdurar é necessária a constante doação de um indivíduo para o outro; um intermitente esforço, às vezes maior e mais significativo, às vezes menor e mais natural, porém sempre presente.
O Cântico dos Cânticos é um dos livros mais românticos da Bíblia Hebraica. Ele foi escrito pelo Rei Salomão e descreve a relação de amor entre Deus e o Povo Judeu usando como metáfora a relação de amor entre um homem e uma mulher. Dentre os versículos mais famosos está Ani Ledodi Vedodi Li, “eu sou para o meu amado e meu amado é para mim” (Cântico dos Cânticos 6:3).
Novamente podemos ver a preposição le, nos mostrando que o amor é esse relacionamento de doação recíproca. E aqui aprendemos mais uma lição: se Ani Ledodi –se demonstrarmos nosso amor, continuarmos nos dedicando a alguém, então, e certamente, Dodi Li – seremos também amados. E quando isso acontece, essa é a verdadeira união. Não é por acaso que a guematria (valor numérico) da palavra ahava, amor, é 13, mesmo valor da palavra echad, um.
O amor é um sentimento poderoso, capaz de revolucionar o mundo. Somos ordenados por Deus a amar, a dar de nós aos nossos semelhantes. O objetivo de todos nessa vida é justamente amar, dar, fazer o bem, todos os dias, indiscriminadamente. Podemos praticar com nossos familiares, amigos, com animais de estimação, vizinhos, colegas… e aprender, assim, qual o verdadeiro significado de amar a Deus. 

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Policial deixa filho de castigo em garagem e criança morre de hipotermia


 Crédito: Reprodução/ Facebook
 Criança de 8 anos passou a noite na garagem da casa (Crédito:
Reprodução/ Facebook)


Um policial e sua noiva foram presos em Nova York, nos Estados Unidos, acusados de matarem o filho de 8 anos. Michael Valva, de 40 anos, e Angela Pollina, de 42, são acusados de manterem o menino Thomas Valva na garagem de casa sem aquecimento. As informações são do jornal The Washington Post.
Segundo as autoridades, o garoto morreu de hipotermia. O pai e a madrasta da criança negam as acusações. O caso ocorreu no último dia 17. A polícia foi acionada e ao chegar ao local o pai de Thomas afirmou que a criança teria caído e batido a cabeça enquanto corria para pegar o ônibus.
A criança foi levada para o hospital, onde foi declarada morta. Os médicos realizaram exames na vítima e afirmaram que os ferimentos na criança eram inconsistentes com a história contada pelo policial.
Durante as investigações, as autoridades encontram imagens das câmeras de segurança da casa, que revelaram que a criança passou a noite na garagem sem colchão ou cobertores. Além de Thomas, outros dois filhos de Valva e três filhas de Pollina também receberam castigos. Elas foram afastadas dos pais e outro inquérito foi aberto para investigar os maus-tratos.
De acordo com Frances Pierre, comissário do Departamento de Serviços Sociais do Condado de Suffolk, a família esteve no centro de uma denúncia de negligência infantil em 2018, resultando em um programa de supervisão infantil de um ano.

 https://istoe.com.br/policial-deixa-filho-de-castigo-em-garagem-e-crianca-morre-de-hipotermia/