sábado, 8 de novembro de 2014

Os corvos do Vaticano intensificam a guerra



A onda «anti Francisco» intensifica-se. A vida do Papa não parece estar a ser fácil. Os cardeais identificados por «conservadores» estão a revelar em parangonas aquilo que o Papa Bento XVI denunciou quando apresentou a sua renúncia. O Vaticano era um ninho de corvos. As críticas duras que o Papa Francisco tem feito contra os bispos e contra os carreiristas vem também neste sentido. Daí que não surpreenda nada a violência das palavras e o estado de «guerra» em que parece estarem as coisas à volta do Papa Francisco.
No Evangelho em Mateus 24, 28 diz o seguinte. «Onde houver um cadáver ali se juntarão os abutres». Esta passagem cumpriu-se de forma perfeita na ocasião do funeral do Papa João Paulo II, quando do mundo inteiro os abutres chefes rodeavam o caixão. Abutres das nações e abutres que operam dentro da Igreja. 
O Papa Bento XVI falou em «corvos» e Evangelho fala em «abutres», a diferença está apenas no tipo de ave, há também o «abutre», a função de ambos é mexer em carne podre. Eis uma expressão terrível para designar o estado das coisas num determinado lugar ou situação.
Há pessoas que são piores que abutres ou corvos, são o diabo à solta, por trás detrás das atrocidades que vão acontecendo e que produzem imensas vítimas. No caso da Igreja, pelo seu descarado cinismo, pretendem «ajudar» o Papa, mas afinal o que pretendem é apenas e só manter o seu poder e as benesses que tal poder lhes oferece, daí que o Papa insista tanto com as críticas contra os bispos, que não se devem considerar uns «privilegiados» e que «não príncipes mas servos
Agora surgiu pela voz do cardeal da Austrália, George Pell, numa homilia escrita em latim, que o Papa Francisco pode ser o «falso Papa 38 e não o verdadeiro 266 da Igreja». Onde isto já vai. Neste mesmo pronunciamento o cardeal fala que já estamos em clima de cisma.
Quando se pretende criticar duramente o Papa invoca-se este argumento do falso Papa, que diz que num determinado momento o Papa se verá obrigado a deixar o Vaticano, a fugir, porque o quererão matar. Não têm faltado pronunciamentos a este respeito. Mas, se o Papa acaso fugir – portanto sai vivo e estará vivo – não será possível a eleição de um novo Papa, eis que as mesmas profecias avisam que um falso papa, ou um antipapa, apenas assumirá o comando da Igreja, nomeado pelos «maus cardeais», os tais aponta como o cancro putrefacto de onde parte tudo isto, a chamada Cúria Romana. Não da parte de todos, mas da maioria que a compõem. Esta, tem sido denunciada como a verdadeira fonte de poder maligno que age nas sombras do Vaticano, começou a ser denunciada com o Papa Bento XVI, que efectivamente, não fugiu, mas renunciou ao Papado, coisa que os ditos «conservadores» ainda não encaixaram e provavelmente não lhe perdoam ao ponto de virem outros o estarem considerar como sendo o verdadeiro Papa, para repudiarem e combaterem o Papa Francisco. Se se confirmar esta análise estaremos perante uma situação gravíssima.
Enfim, temos sempre de esperar para ver como Deus vai fazendo acontecer as coisas, porque um é o plano de homens que se acham donos da vida e do mundo, outra a forma como Deus permite que a realidade aconteça. Ele sempre guarda surpresas, o Papa Francisco foi uma agradável surpresa, age sempre pelo bem da humanidade inteira, mesmo que alguns façam tudo contra os intentos de Deus. 
Assim, tudo pode acontecer bem diferente do que planeiam as ditos «conservadores», e muito diferente do que nós imaginamos. Devemos também suportar calmamente as demoras de Deus, porque elas esperam a nossa conversão e paciência. Estou seguro que o Papa Francisco está em segurança em todos os aspectos e que não vencerá a besta que pretensamente deseja puxar para trás o impulso renovador da acção do Espírito de Deus. Rezemos pelo Papa Francisco insistentemente…
Por: José Luís Rodrigues
O banquete da Palavra

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