quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

(CRIME CONTRA OS PEQUENOS) 60 crianças tomaram vacina vencida e de adulto em Lucena na Paraíba

 Em nota divulgada no sábado (15), a prefeitura do município afirmou que as aplicações foram feitas indevidamente e sem autorização da gestão. A aplicadora foi afastada.

Secretário de Saúde da PB destaca ações realizadas durante a pandemia
Secretário Geraldo Medeiros - Foto: Arquivo

Em entrevista à CNN Brasil, neste domingo (16), o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros revelou que 60 crianças receberam doses de adultos vencidas contra a Covid-19 no município de Lucena, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o chefe da pasta estadual, as crianças têm de 4 a 11 anos de idade e receberam o imunizante em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da zona rural da cidade.

“O Ministério Público Federal está apurando se houve um erro ou uma atitude deliberada da auxiliar da enfermagem”, destacou.

Em nota divulgada no sábado (15), a Prefeitura de Lucena afirmou que as aplicações foram feitas indevidamente e sem autorização da gestão. A aplicadora foi afastada.

+ Prefeitura de Lucena confirma vacinação de crianças com doses para adultos

As crianças estão sendo acompanhas pela Saúde do Estado e apresentam eventos adversos habituais da vacina como febrícula e dor no local da injeção, conforme o secretário, e serão avaliadas e revacinadas em um período de 30 dias.

Geraldo Medeiros também anunciou que a vacinação de crianças contra a Covid-19 no município será feita pelo Estado.

+ Lucena: vacinação de crianças será feita pelo Estado após aplicação errada, diz secretário

Assista a entrevista do secretário à CNN na íntegra:

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https://paraibaja.com.br/secretario-revela-que-60-criancas-tomaram-vacina-vencida-e-de-adulto-em-lucena/

'Parecia um museu de horror', diz delegado que encontrou arsenal nazista na casa de pedófilo

Uma operação para prender um homem acusado de pedofilia, no Rio de Janeiro, acabou resultando na apreensão de vasto material nazista na casa dele. Os policiais encontraram também armas novas e antigas - todas com vasta munição.


'Parecia museu de horror', diz delegado que encontrou arsenal nazista na casa de pedófilo
'Parecia museu de horror', diz delegado que encontrou arsenal 
nazista na casa de pedófilo

Na reportagem especial deste domingo (16), o Fantástico fez um alerta: grupos extremistas que pregam o ódio e a intolerância estão se espalhando pelo Brasil e se organizando para sair da internet e partir para o ataque. São pessoas que falam abertamente em matar judeus, negros e homossexuais, ressuscitando discursos nazistas, e a polícia já descobriu que eles têm acesso a armamento pesado.

Uma operação para prender um homem acusado de pedofilia no Rio de Janeiro, por exemplo, acabou resultando na apreensão de vasto material nazista na casa dele. Os policiais encontraram também armas novas e antigas - todas com vasta munição.

"Aí, olha a MP5, metralhadora original da Segunda Guerra. Temos uma 380, uma 9mm e um magnum 44. Essa arma aqui mata até elefante. E a quantidade de munição... Muita munição, para todas as armas", aponta o comissário Francisco Cardoso.

A polícia ainda não conseguiu avaliar o valor das peças encontradas no mercado ilegal e precisou chamar especialistas em história para assessorar os peritos. Um deles, com 21 anos de experiência, disse que "nunca havia pegado um caso como esse".

Debora Levy, diretora do Memorial às Vítimas do Holocausto do Rio de Janeiro, identificou vários objetos ligados ao nazismo: "Aqui um quadro, pôster, que na época se usava para convocar jovens a se alistarem. Essa aqui é uma farda com vários remendos". 

O dono de tudo isso se chama Aylson Proença Doyle Linhares e tem 58 anos. Uma das provas encontradas pela polícia foi o passaporte dele, que tem registros de viagens todo ano para a Alemanha - algumas com meses de duração. Agora, a polícia investiga se havia uma organização por trás dele e se o material seria vendido.

"Nós nos dirigimos um dia para lá, não esperando o que a gente encontrou, e nos surpreendemos. Não somente com essa quantidade de material de cunho nazista, mas também com várias armas. Não somente armas nazistas, mas armas atuais escondidas em vários pontos da residência. Parecia um museu de horror", revela o delegado Luis Mauricio Armond Campos.

🎧 OUÇA O PODCAST COM BASTIDORES DA INVESTIGAÇÃO

Assista à reportagem completa:

Grupos neonazistas se espalham pelo Brasil e começam a se armar
Grupos neonazistas se espalham pelo Brasil e começam a se armar

 ttps://g1.globo.com/fantastico/noticia/2022/01/17/parecia-um-museu-de-horror-diz-delegado-que-encontrou-arsenal-nazista-na-casa-de-pedofilo.ghtml




Elza Soares morre aos 91 anos

Ela morreu de causas naturais em casa no Rio de Janeiro nesta quinta (20). Uma das maiores cantoras do Brasil, ela lançou 34 discos com mistura de samba, jazz, eletrônica, hip hop e funk.

Elza Soares morre aos 91 anos  

 Elza Soares morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro. "É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais", diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora. 

"Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação."

"A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim."

O corpo da cantora será sepultado no Jardim da Saudade Sulacap, na tarde de sexta-feira (21), depois do velório no Theatro Municipal do Rio.

Do sambalanço à eletrônica

Elza Gomes da Conceição é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira, com carreira no samba que começou no final dos anos 50. O início veio como parte da cena do sambalanço com "Se Acaso Você Chegasse", em 1959. 

 Nos 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e dizia que a mistura era proposital. O último disco lançado foi "Planeta Fome", em 2019.

 A expressão era uma alusão ao episódio em que foi constrangida por Ary Barroso no programa de calouros que participou nos anos 50. "De que planeta você vem, menina?", ele disse. E ela respondeu: "Do mesmo planeta que você, seu Ary. Eu venho do Planeta Fome."

Retrato de Elza Soares durante entrevista na capital paulista em março de 1986 — Foto: Nem de Tal/Estadão Conteúdo/Arquivo 

Retrato de Elza Soares durante entrevista na capital paulista em março de 1986 — Foto: Nem de Tal/Estadão Conteúdo/Arquivo

"Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante", comparava Elza. "Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo."

Desde que lançou o álbum "A mulher do fim do mundo", em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Começo no samba

Mais voltada para o samba, a primeira fase da cantora tem discos gravados nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928–2014) e o baterista Wilson das Neves (1936–2017).

Fazem parte desta era lançamentos como "O samba é Elza Soares" (1961), "Sambossa" (1963), "Na roda do samba" (1964) e "Um show de Elza" (1965). 

 Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Aeroporto do Galeão — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Aeroporto do Galeão — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como "Salve a Mocidade" (Luiz Reis, 1974), "Bom dia, Portela" (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), "Pranto livre" (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e "Malandro" (Jorge Aragão e Jotabê, 1976).

A cantora amargou período de ostracismo na década de 1980. Em 1983, sofreu com a morte do jogador Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos.

Devido a essa fase de menos sucesso, ela pensou até em desistir da carreira, mas resolveu procurar Caetano Veloso, em hotel de São Paulo, para pedir ajuda.

O auxílio veio na forma de convite para participar da gravação do samba-rap "Língua", faixa do álbum do cantor, "Velô" (1984).

Essa participação mostrou a bossa negra de Elza Soares a uma nova geração e abriu caminho para que a cantora lançasse, em 1985, um álbum menos voltado para o samba. "Somos todos iguais" tinha música de Cazuza (1958–1990).

Em 2002, com direção artística de José Miguel Wisnik, fez um dos álbuns mais modernos da discografia, "Do cóccix até o pescoço". No ano seguinte, foi a vez de "Vivo feliz", mais voltado para a eletrônica.

Elza seguia fazendo shows até antes da pandemia da Covid-19 e cantou em lives. Ela estava produzindo um novo álbum de estúdio que pode ter lançamento póstumo.

Nesta semana, ela também se apresentou em shows no Theatro Municipal de São Paulo que foram gravados para o lançamento de um DVD.

VÍDEOS: ELZA SOARES

14 vídeosElza Soares dizia que vinha do 'Planeta Fome'  Elza Soares canta samba 'Põe Pimenta' no Globo de Ouro em 1980

 G1.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Os superalimentos desprezados que poderiam ajudar a reduzir a fome no Brasil

Homem segura cacho de buriti no ombro 

O botânico Valdely Kinupp segura um cacho de buriti, fruto típico da Amazônia e do Cerrado.

A cada ano, entre 60 e 70 milhões de toneladas do fruto mais rico em carotenoides do mundo amadurecem no Brasil, mas só uma ínfima parcela é aproveitada por humanos.

A informação está em "Frutas comestíveis na Amazônia", livro do botânico Paulo Bezerra Cavalcante, lançado em 2010.

A estimativa trata do buriti, fruto de uma palmeira abundante na Amazônia e no Cerrado, mas desprezado pela indústria alimentícia.

As propriedades antioxidantes do buriti ajudam a prevenir câncer e outras doenças. Versátil, ele pode ser consumido in natura ou transformado em farinha, doces e pães.

Ainda assim, o fruto é uma das várias espécies alimentícias nativas do Brasil que têm perdido espaço em lares, restaurantes e mercados ao mesmo tempo em que a fome cresce e a comida encarece no país.

Muitas dessas espécies produzem frutos comestíveis. Outras são hortaliças que nascem espontaneamente em campos agrícolas e canteiros, mas são vistas como ervas "daninhas".

Em comum, muitas delas são considerados superalimentos por terem grande quantidade de nutrientes - como minerais, vitaminas e antioxidantes.

Ora-pro-nóbis florida 
Crédito, Prefeitura de BH Legenda da foto, Ora-pro-nóbis integra culinária típica de Minas Gerais, mas é pouco conhecida em vários outros Estados.

'Matos' comestíveis

Resistentes, várias hortaliças espontâneas comestíveis toleram grandes variações climáticas e dispensam cuidados especiais. Um exemplo é o caruru, que tem folhas com propriedades semelhantes às do espinafre e sementes com 17,2% de proteínas.

Outra planta é a beldroega, rica em ômega-3 e nas vitamina B e C, além de ter propriedades antioxidantes.

Todos os anos, porém, muitos agricultores recorrem a herbicidas para destruir grandes quantidades de caruru e beldroega antes de substituí-las por espécies exóticas. E, em muitos casos, as novas espécies plantadas têm menos nutrientes que as anteriores, são mais sujeitas a pragas e são dependentes de fertilizantes, cujos preços também estão em alta.

Pesquisador do ramo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) dedicado a hortaliças, o agrônomo Nuno Rodrigo Madeira diz à BBC News Brasil que hortaliças como o caruru e a beldroega têm mais nutrientes que várias verduras convencionais justamente por serem mais resistentes.

"Como elas não são adubadas, elas disparam processos metabólicos para conseguir viver na adversidade e aguentar calor e seca, e isso faz com que fiquem mais nutritivas para a gente", afirma.

Beldroega 
Crédito, Kew Science Legenda da foto, Beldroega é provavelmente originária da África, mas se tornou espontânea em solos de todo o Brasil.

Para Madeira, o desprezo por essas espécies se deve ao "afastamento entre a sociedade e a origem do alimento".

"Nós nos distanciamos da produção, só entendemos mercados, e o ente mercado quer que a gente gaste mais, senão o PIB reduz", afirma.

Vender nos supermercados hortaliças que crescem sozinhas como "matos", diz ele, não seria tão lucrativo quanto vender as verduras convencionais - daí a resistência do setor em incorporar esses itens.

Só a lógica comercial, segundo Madeira, explica que em uma cidade quente como Manaus agricultores recorram a pedras de gelo para conseguir cultivar hortaliças como a alface, enquanto tantas espécies nativas adaptadas ao calor são deixadas de lado.

E isso não ocorre só no Brasil.

CaruruCrédito, Kew Science Legenda da foto, Caruru cresce espontaneamente em jardins e canteiros agrícolas de todo o Brasil.

Professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) em Manaus, o botânico Valdely Kinupp diz à BBC que 90% do alimento mundial hoje vem de 20 tipos de plantas - embora se estime que até 30 mil espécies vegetais tenham partes comestíveis.

Os números soam ainda mais paradoxais no Brasil, país que abriga entre 15% e 20% das espécies vegetais do planeta, mas alimenta a maior parte de sua população com o mesmo cardápio limitado - e majoritariamente estrangeiro.

São estrangeiros quase todos os principais produtos agrícolas do país, como a soja (China), o milho (México), a cana-de-açúcar (Nova Guiné), o café (Etiópia), a laranja (China), o arroz (Filipinas) e a batata (Andes).

Entre as raras plantas que fizeram o caminho inverso, saindo do Brasil para ganhar outras partes do mundo, estão a mandioca, o cacau e o amendoim.

"É muito pouco", diz Kinupp. "Vivemos um imperialismo

agroalimentar. 

Buriti diante de chapadaLegenda da foto, Presença de buriti em paisagens costuma indicar a existência de algum curso d'água.

No livro "Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil", que Kinupp lançou com o colega botânico Harri Lorenzi em 2014, são listadas 351 espécies alimentícias "subutilizadas, mal conhecidas e negligenciadas" pela população brasileira.

Muitas delas são nativas; outras, espécies exóticas já naturalizadas e aclimatadas ao país. Várias são conhecidas por uma série de nomes populares distintos (para evitar confusão, listamos no fim desta reportagem os nomes científicos das principais espécies citadas nesta reportagem).

Kinupp é um dos principais líderes no Brasil de um movimento pela valorização das PANC, o acrônimo que batiza seu livro. 

 Tratores em campo agrícolaLegenda da foto, Agricultura de larga escala costuma desprezar plantas alimentícias que surgem espontaneamente no campo.

Nos últimos anos, embalados pelo movimento, alguns mercados e feiras ampliaram a oferta de PANC, chefs as incorporaram em restaurantes, e cozinheiros criaram contas no Instagram e YouTube para compartilhar receitas.

Mas ele afirma que ainda falta muito para que essas plantas deixem de ser consideradas "não convencionais".

No caso das espécies silvestres presentes na lista, por exemplo, é preciso que agricultores e instituições de pesquisa se dediquem a estudá-las - assim como fazem há milênios com plantas como o arroz e o trigo.

E quando a planta só existe em ambientes naturais, como o buriti, deve-se trabalhar com comunidades tradicionais e pequenos agricultores para apoiar redes de coleta, beneficiamento e comercialização com preço justo. 

Homem com tubérculo gigante Legenda da foto,Valdely Kinupp mostra tubérculo gigante do cará-de-espinho, que pode ser consumido como a batata

O que é PANC

Kinupp esclarece que algumas plantas do livro são consumidas em partes do país, mas ignoradas em outras.

Uma das espécies que mais o entusiasmam é o cará-de-espinho, uma trepadeira nativa das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste que produz tubérculos comestíveis que podem ultrapassar 180 kg.

"Essa planta é a solução para a agricultura no trópico úmido", afirma. Segundo o pesquisador, os tubérculos podem ficar armazenados por até 120 dias fora da geladeira sem apodrecer e podem ser consumidos como a batata (frita, cozida, em purê) ou virar farinha.

Hoje, no entanto, ele afirma que a espécie só é consumida em aldeias indígenas e em comunidades rurais no Baixo Amazonas.

Outras espécies citadas no livro têm mais penetração popular ou já foram mais consumidas - caso da ora-pro-nóbis, um arbusto com frutos, flores e folhas comestíveis originário do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, e que pertence à culinária típica de Minas Gerais.

Seus frutos são ricos em carotenoides e vitamina C, e as folhas, quando desconsiderada a água, têm até 35% de proteína. 

Coletor de babaçu diante de árvore com os cocos da espécieLegenda da foto, Coletor de babaçu no Maranhão; atividade tem encolhido nas últimas décadas

Outro exemplo é o babaçu, palmeira nativa do Mato Grosso e de vários Estados do Nordeste, cuja castanha pode ser consumida cru ou torrada, além de processada para extração de leite ou transformada em farinha para pães e mingaus.

Essa castanha contém de 60% a 70% de óleo rico em ácido láurico, similar ao presente no óleo de coco e no azeite de dendê.

Em 1984, a Embrapa identificou a existência de 12 a 18 milhões de hectares de babaçuzais no Brasil. Na página de seu livro dedicada à espécie, Lorenzi e Kinupp afirmam que o babaçu tem "grande potencial alimentício" e "deveria estar no mercado".

E houve uma época em que o fruto de fato esteve nas prateleiras.

Na década de 1990, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 300 mil famílias trabalhavam com o fruto.

Em 2017, no entanto, o número havia despencado para 15 mil famílias.

Pesquisadora em agricultura familiar e desenvolvimento sustentável da Embrapa Cocais, no Maranhão, a agrônoma Guilhermina Cayres diz que hoje quase toda a extração atual é destinada à indústria de cosméticos e materiais de limpeza.

Ela afirma à BBC que o Maranhão chegou a ter várias indústrias dedicadas à produção de óleo de cozinha de babaçu. Porém, o setor não foi capaz de competir com o óleo de soja, mais barato, e tem sofrido com a expansão da pecuária sobre os babaçuzais.

Além disso, Cayres afirma que muitos trabalhadores deixaram o babaçu por associá-lo à pobreza e por considerar a atividade extenuante.

Quebradeira de coco no MaranhãoLegenda da foto,Quebradeira de coco no Maranhão, onde fruto chegou a gerar renda para 300 mil famílias

Grande parte do serviço das famílias consiste em quebrar artesanalmente o coco que abriga as castanhas, função desgastante e normalmente assumida por mulheres.

A pesquisadora diz esperar que o cenário mude com o desenvolvimento pela Embrapa de uma ferramenta que facilita a quebra do coco.

A invenção, que já está sendo fabricada por uma pequena empresa local, foi finalista de um prêmio sobre tecnologias sociais da Fundação Banco do Brasil em 2021.

Cayres também aposta no desenvolvimento de produtos com maior valor agregado à base de babaçu, como biscoitos e sorvetes. 

Comida que vai para o lixo 

Também são consideradas PANC espécies que são consumidas nacionalmente, mas têm partes comestíveis descartadas pela maioria.

Um exemplo é o miolo do mamoeiro, que pode ser transformado em doces e farinha. Outro, o mangará ("coração") da bananeira, que pode ser servido refogado ou como recheio de pastéis. 

Plantação de mamãoLegenda da foto, Além dos frutos, miolo do mamoeiro também é comestível.

Hoje, porém, quase todas as plantações comerciais de mamão e banana do país desprezam os itens.

Até mesmo a polpa de um fruto bastante popular, o caju, é descartada às toneladas no Nordeste por indústrias que processam a castanha da fruta, diz à BBC News Brasil o sociólogo Carlos Alberto Dória, autor de vários livros sobre gastronomia.

"Os galhos (dos cajueiros) são usados como lenha, e a castanha é torrada e exportada", ele diz. "O resto, a polpa, vai para o lixo em quantidade expressiva", afirma.

Um dos sócios do Lobozó, restaurante em São Paulo inspirado nas antigas culinárias caipira e caiçara do Estado, Dória diz que o movimento pela valorização das PANC tem alcance limitado.

"É uma coisa de classe média que quer experimentar novidade e que se angustia com o desprezo pela diversidade", afirma.

Diz ainda que ingredientes regionais, que só sejam produzidos ou consumidos em partes do país, tendem a desaparecer das prateleiras porque a indústria privilegia produtos de alcance nacional.

"A exceção talvez seja o açaí, um produto regional que virou uma commodity, mas isso é muito raro", afirma. 

Agricultura urbana   

Trabalhadores em horta urbana Legenda da foto, Horta urbana em Quito, capital do Equador.

Que meios então haveria para não só preservar mas também ampliar o acesso a alimentos tão ricos, que exigem tão pouco e ocorrem em abundância no Brasil?

O pesquisador Nuno Rodrigo Madeira, da Embrapa Hortaliças, sugere três caminhos.

O primeiro seria incentivar o cultivo de plantas alimentícias não convencionais, oferecendo apoio técnico aos agricultores, criando feiras para a venda desses itens e espaços para a troca de conhecimentos.

O segundo seria aprofundar o debate sobre a comida nas escolas; ensinar às crianças desde cedo a importância de consumir produtos frescos e nutritivos, fazê-las se questionarem sobre a origem dos alimentos e entenderem como a comida é feita.

Ele diz que o movimento em torno das PANC não é só sobre alimentação, mas também sobre aprender a observar a natureza, conseguir identificar as espécies que nos rodeiam, sentir-se parte de um sistema vivo e integrado.

O terceiro caminho para diversificar e baratear a comida, segundo o pesquisador, seria reaproximar a produção de alimentos da população - especialmente a população que vive nas cidades.

Pessoas que morem em casas com quintais poderiam se tornar quase autossuficientes em hortaliças, diz ele, se cultivassem alguns pés de espécies como ora-pro-nóbis, chaya ou moringa - todas elas árvores ou arbustos perenes que produzem folhas comestíveis em abundância o ano todo.

Mas como nem todos têm espaço em casa para produzir, o pesquisador defende que as cidades destinem espaços para a criação de hortas urbanas.

Ele afirma que é possível cultivar hortaliças para todos os habitantes de uma cidade em 10% de sua área - iniciativa que já vem sendo adotada com sucesso, segundo Madeira, em cidades como Detroit (EUA), Havana (Cuba) ou mesmo em Sete Lagoas, em Minas Gerais. 

Horta no meio de cidade Horta urbana no município de Sete Lagoas, em Minas Gerais.

A escolha das espécies levaria em conta as aptidões de cada local, mesclando plantas convencionais e não convencionais.

Ele diz que a produção de alimentos dentro das cidades reduziria os custos deles, pois se economizaria com o transporte dos itens até os mercados, e poderia ocupar moradores de rua e outros grupos marginalizados.

"Não faz sentido gastar um mundaréu de combustível para levar cenouras de um Estado para o outro, como é feito hoje no Brasil", diz.

Madeira diz que o cultivo de alimentos foi justamente o que propiciou o surgimento dos primeiros núcleos urbanos da história, conforme famílias se agruparam em torno de plantações.

"As cidades se formaram por causa da agricultura, e a agricultura não pode estar longe das cidades", diz.

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Principais espécies citadas na reportagem

Babaçu (Attalea speciosa)

Babaçu (Attalea speciosa)

Beldroega (Portulaca oleracea)

Buriti (Mauritia flexuosa)

Cará-de-espinho (Dioscorea chondrocarpa)

Caruru (Amaranthus deflexus)

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)  

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"Rédeas"... no relacionamento


Chuvas fortes que atingiram MG podem ocorrer em outros Estados neste verão

Corpo de Bombeiros realizam resgate de moradores em Nova Lima, cidade de Minas Gerais atingida pelas chuvas Corpo de Bombeiros realizam resgate de moradores em Nova Lima, cidade de Minas Gerais atingida pelas chuvas

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais nos últimos dias devem perder força até a quinta-feira (13/1), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Entre segunda e esta terça-feira, pelo menos 10 pessoas morreram em cinco cidades do Estado, segundo a Defesa Civil.

Fenômenos como esse - muita chuva em curto período de tempo e concentrada em determinada região - podem se repetir ao longo do verão deste ano por causa do fenômeno climático chamado La Niña, de acordo com meteorologistas do órgão federal.

No caso de Minas Gerais, a forte precipitação dos últimos dias, que causou uma série de transtornos no Estado, é influenciada pela chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) - quando uma massa de umidade se concentra por alguns dias em uma região, sem conseguir se dissipar.

A ZCAS, que ocorre principalmente durante a primavera e o verão, atinge boa parte do país, passando pelas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. 

"Dois fatores contribuíram para as chuvas em Minas. Houve um bloqueio atmosférico que não deixou uma massa de umidade se dissipar da região central do Estado, não deixando a precipitação se mover. E ocorreu uma baixa pressão atmosférica vinda do Sul, que também contribuiu para a concentração das chuvas", diz Anete Fernandes, meteorologista do Inmet.

Segundo o instituto, apenas em Belo Horizonte choveu 241,7 mm em 72 horas - entre os dias 8 e esta segunda-feira. A média histórica para todo o mês de janeiro na capital mineira é de 329 mm.

Já na cidade de Divinópolis, oeste de Minas, choveu 258,8 mm apenas durante o fim de semana - a média histórica para janeiro é de 300 mm no município. 

As fortes precipitações causaram uma série de inundações em cidades mineiras no fim de semana. Segundo a Defesa Civil, as mortes desta segunda-feira ocorreram nas cidades de Ervália, São Gonçalo do Rio Abaixo, Dores de Guanhães, Caratinga e Brumadinho - esta última concentrou cinco das 10 vítimas.

De acordo com a Defesa Civil, 145 cidades de Minas Gerais estão em situação de emergência. Houve inundações, deslizamentos e desabamentos.

Em Raposos, na região metropolitana de BH, o Rio das Velhas transbordou, alagando cerca de mil casas e deixando 9 mil desabrigados, segundo o portal G1.

Já em Santa Luzia, também na Grande BH, 7 mil pessoas estão desalojadas ou desabrigadas por causa de alagamentos, segundo o Corpo de Bombeiros.

Na cidade de Pará de Minas, a cerca de 80 km de BH, a prefeitura teme que uma barragem da empresa Santanense possa se romper em virtude das chuvas. Famílias que vivem na região foram retiradas de suas casas.

Cidades como Congonhas, Nova Era, Nova Lima e Betim também enfrentam transtornos parecidos.

No sábado, ao menos 10 pessoas morreram depois que um grande pedaço de rocha se desprendeu de um cânion na cidade Capitólio, também em Minas. Especialistas acreditam que a forte chuva, aliada à erosão da rocha, pode ter causado o acidente.

Captura de vídeo mostra rocha caindo na água Trecho de vídeo mostra momento exato do acidente

Próximos dias

Segundo Anete Fernandes, do Inmet, as precipitações devem perder intensidade nos próximos dias em Minas Gerais por causa da "desconfiguração da ZCAS". Mas até pelo menos quinta-feira pancadas de chuva podem ocorrer na região, embora em menor volume, diz.

Nos próximos meses, no entanto, fenômenos como esse - e como as tempestades que atingiram a Bahia há poucos dias - podem voltar a ocorrer em outros estados do país, principalmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, aponta a meteorologista.

"O que aconteceu na Bahia e em Minas são fenômenos parecidos, com a mesma origem. Esse sistema depende do fluxo de umidade entre Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste, mas também pode se posicionar um pouco ao sul. Não tem posição fixa, mas pode voltar a ocorrer: estamos vivendo um ano de La Niña", explica.

O fenômeno climático La Niña, que se desenvolve quando ventos que sopram sobre o Pacífico empurram as águas quentes da superfície para o oeste, em direção à Indonésia.

Em seu lugar, as águas mais frias do oceano profundo sobem à superfície. Isso causa grandes mudanças climáticas em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil, como fortes chuvas.

Segundo relatório de outubro de 2021 produzido pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), órgão do governo americano, o fenômeno climático responsável por invernos rigorosos e grandes secas em todo o mundo chegou novamente e será sentido por vários meses.

"As condições do La Niña se desenvolveram e devem continuar com 87% de probabilidade entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022", informou a agência.

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BBC

 

sábado, 8 de janeiro de 2022

Cinco mortos e mais de 30 feridos: o que se sabe sobre o acidente com lanchas em cânion em Furnas

Local onde ocorreu acidente em Capitólio, Minas Gerais Local onde ocorreu acidente em Capitólio, Minas Gerais

Ao menos cinco pessoas morreram e 30 ficaram feridas neste sábado (8/1) após um acidente envolvendo lanchas entre os cânions na represa de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais. As informações foram repassadas pelo Corpo de Bombeiros durante a tarde. Segundo a corporação, o número de vítimas ainda pode subir.

O tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, informou em um áudio enviado à imprensa que ao menos dois dos mortos confirmados são homens ainda não identificados. Segundo ele, o reconhecimento é dificultado pela gravidade das lesões nos corpos das vítimas.

Segundo os bombeiros, os corpos ainda não foram encaminhados para identificação no Instituto Médico Legal (IML) e estavam em um clube náutico da região.

Vídeos do momento do acidente circulam pelas redes sociais. Nas imagens, é possível identificar uma rocha despencando na região onde turistas faziam um passeio de lancha. 

 De acordo com o porta-voz dos bombeiros, três embarcações foram atingidas pelo rolamento e queda de estruturas rochosas. Duas dessas lanchas afundaram após o acidente.

 

Segundo os bombeiros, 23 pessoas receberam atendimento médico na Santa Casa de Capitólio após o acidente e foram liberadas. Outras duas foram internadas na Santa Casa de Pimhui, com fraturas expostas.

Três pessoas receberam atendimento na Santa Casa de Passos, mas não há informações sobre o estado de saúde delas. Quatro vítimas foram levadas para a Santa Casa de São João da Barra com ferimentos leves.

 

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DIA DO LEITOR

“O livro, assim como o homem, tem alma. Entretanto, a dele não está destinada ao céu ou inferno, como a nossa. A dele, simplesmente, será o céu ou o inferno da alma daquele que lhe imputar seu devido valor ou negar seu propósito. Outrossim, o homem poderá fazer dele uma semente de sabedoria ou uma arma de mortíferos efeitos.” 

Lude Mendes


 Dia do Leitor – Jornal o Despertar 

Ontem 7 de janeiro, Dia do Leitor, pessoa apaixonada por literatura. Uma pessoa, como em tudo na vida, não nasce leitor, mas aprende convivendo com pessoas que gostam de ler. As influências no ambiente, o acesso a materiais impressos, o incentivo dos adultos é fundamental para a formação de novos (pequenos) leitores. É indispensável o estímulo da família, desde cedo. Lembrando que, se esse cuidado, essa atenção com o passar do tempo não forem deixados de lado, certamente, as crianças serão adultos apaixonados por livros, por leituras. E os benefícios para a vida serão bastante valiosos, sem dúvidas. Tornar-se leitor é uma construção que tem início na infância, inclusive nas séries iniciais.

Aparecida Ramos

 

sábado, 25 de dezembro de 2021

Cantata de Natal



 Presépio Natalino: como e quando montar, significados e dicas para a  decoração · Jornal Midiamax


CANTATA DE NATAL


Bendito és, Deus de Israel, Rei de todo o mundo

Tua glória paira sobre nós, envolve

a terra inteira!

Exultemos de alegria com hinos e louvores!!

Teu coração é um ninho de amor infinito.

Irradias amor e benevolências permanentemente.

Enviaste Teu filho ao mundo, nosso

Maior presente!


Corram!! Venham todos ao presépio!!

O reino de Deus é presente,

Nasceu o Menino Jesus!!


Uma criancinha frágil, aparentemente

Por meio de Maria, virgem Mãe de Deus e nossa

Trouxe a salvação à terra, o príncipe da verdadeira paz

Em meio às contendas e tribulações...

Temos fé e esperança, n'Ele confiemos!

Bendito, mil vezes mil bendito és Tu, Jesus!!


Corram!! Venham todos ao presépio!!

O reino de Deus é presente,

Nasceu o Menino Jesus!!


Pequenino, imenso, gigante, todo poderoso

Rei da glória!! Aleluia!! Aclamemos!!

Hosana ao Rei que veio para nos resgatar

das garras do inimigo. Saudemos, ó terra inteira

O filho amado de Deus, o Messias Emanuel

Somos felizes porque acreditamos no

No grande e único Deus de amor!!


Corram!! Venham todos ao presépio!!

O reino de Deus é presente,

Nasceu o Menino Jesus!!

Autora:

Queridos,  repost esta publicação, a mesma de um ano atrás. Gratidão pelas 2700 visualizações!!

FELIZ NATAL A VOCÊS E SUAS FAMÍLIAS!!!

ABRAÇOS NATALINOS.










segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Jesus Cristo ou Papai Noel

 

Jesus Cristo ou Papai Noel

Há muito podemos observar este fenômeno: o comércio tomado pelas decorações natalinas com guirlandas, luzes pisca-pisca e a figura bizarra do Papai Noel, com sua roupa polar mesmo no calorão do Rio de Janeiro. Árvores de Natal também aparecem às vezes. Mas nisso tudo onde é que está o Presépio?
Quem se lembra do aniversariante?
O Natal só tem sentido com Jesus, como o Deus Menino em seu berço paupérrimo, lembrando a fragilidade dos necessitados. Natal é Natividade, nascimento: a vinda ao mundo do Redentor da humanidade.
Até nos lares isso está sendo esquecido. Passamos pelas ruas vendo prédios cercados de luzes pisca-pisca e ostentando papais noeis escalantes ou de pé com seu saco abarrotado de presentes.
Os pais que incutem essa história nas crianças estão mentindo e sabem muito bem disso. O Papai Noel é uma mentira e as crianças são ensinadas a serem interesseiras, egoístas e cheias de cobiça material. Com isso pais pobres, envolvidos pelo sistema, gastam o que não podem para engambelar suas crianças, pois para estas os pais não gastam dinheiro algum, o Papai Noel dá tudo de graça. Tudo menos a espiritualidade trazida pelo Menino Jesus, Maria e José.
Não despreze o Presépio (hoje quase só visto nas igrejas) em prol de uma figura de ilusão.
O que dizer às crianças mais pobres que no Natal não têm nem o que comer, que dirá brinquedos?
Vamos nos libertar dessa mania consumista e restaurar, quanto possível, o verdadeiro espírito natalino, que é o fomento do amor ágape, da solidariedade, e os cristãos dia 25 indo à missa ou ao culto. Porque Natal não é só feriado, é dia santo.
Ainda pior que o Papai Noel é transformar Natal em Carnaval com músicas profanas, bebedeiras e comedorias.
Não desprezemos Aquele que por nós morreu na Cruz.

Miguel Carqueija 
Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 2021.
 
Muito obrigada, Miguel!!
Visitem a escrivaninha do autor, clicando no link?
 https://www.recantodasletras.com.br/redacoes/7404849

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