sexta-feira, 12 de maio de 2017

Por certo o abraço e a dança mais comovente!

'Nos abraçamos e dançamos': a felicidade de um pai ao rever filha sequestrada por Boko Haram

Yakubu NkekeDireito de imagemBBC BRASIL
Image captionYakubu Nkeke ficou quase três anos sem ver a filha, que foi sequestrada pelo Boko Haram em 2014
Foram quase três anos sem poder encontrar a filha, sabendo que ela estava nas mãos de um grupo radical islâmico que atua na Nigéria.
Yakubu Nkeke viveu dias de desespero longe de sua menina, mas finalmente pode abraçá-la nesta semana, após ela ter sido libertada com outras 81 jovens que eram mantidas sob o domínio do Boko Haram.
Ele reencontrou a filha em uma visita à capital nigeriana, Abuja. "Quando a vi pela primeira vez, ela pulou em mim e me abraçou. Segurei-a e comecei a dançar com ela"; contou Nkeke, emocionado.
Nkeke é presidente da Associação dos Pais de Chibok - foi lá que 276 meninas foram sequestradas na escola em 2014 pelo grupo extremista.
O sequestro gerou comoção internacional e uma campanha global pela libertação das estudantes, envolvendo celebridades e altas autoridades.
As outras garotas reencontrarão seus pais na próxima semana, segundo o governo nigeriano. Ao todo, 103 delas foram libertadas até agora - houve 21 solturas em outubro de 2016 - e poderão voltar à escola em setembro.
"O povo de Chibok passou a noite cantando e louvando a Deus depois de saber da libertação delas", afirmou Nkeke.
"Todos em Chibok, não somente os pais biológicos, estão muito alegres com a notícia."
Fotos das meninas libertadas deverão ser exibidas aos pais no domingo como parte do processo de identificação.
Os que reconhecerem suas filhas serão levados à Abuja para reencontrá-las, segundo o governo do país.
Nkeke disse que as meninas sofreram muito no período em cativeiro - e chegaram até a passar alguns dias sem comida. O presidente da associação afirmou que algumas se casaram com militantes do Boko Haram - mas disseram, segundo ele, que não haviam sido forçadas a isso.
Um centro de reabilitação em Abuja, que abriga algumas das 21 garotas libertadas em outubro do ano passado, deve fechar as portas em setembro.
Mães esperando filhas libertadas pelo grupo extremistaDireito de imagemAFP
Image captionPais têm esperado para poder ver as fotos e reconhecer suas filhas entre as libertadas pelo Boko Haram
A ministra para assuntos das mulheres da Nigéria, Aisha Alhassan, disse a jornalistas que as meninas da nova leva de liberações já estavam psicologicamente preparadas para voltar à escola.
As jovens, segundo ela, estavam mais "estáveis" e "animadas" do que as outras 21 que foram libertadas antes.
"O estado psicológico delas é melhor do que quando essas outras (21 liberadas anteriormente) chegaram, então acredito que até setembro essas outras já estarão mais aptas a se estabelecer e conseguiremos levar todas à escola."
"Como uma pessoa leiga, não uma médica, eu sinto que a saúde física delas também não está tão debilitada", pontuou.
Alhassan também reforçou que o governo continuará buscando o aconselhamento de especialistas para o atendimento psicológico das meninas.
Segundo a ministra, um centro de apoio vocacional instalado para a reabilitação das jovens será fechado após o retorno delas à escola. Ela diz que as moças recebem apoio psicológico no local e "já não estão mais tendo pesadelos".
Aisha Alhassan
Image captionAisha Alhassan disse que o governo irá fechar o centro de reabilitação em setembro
A ministra negou relatos sobre a suposta manutenção das jovens no centro contra a vontade delas. Disse que todas são livres para deixar o local quando quiserem.
Estima-se que os militantes do Boko Haram ainda estejam com mais de cem meninas das 276 que foram sequestradas em Chibok. Acredita-se que algumas das meninas sequestradas tenham se casado e tido filhos com integrantes do grupo extremista.
O grupo também já sequestrou milhares de outras pessoas durante sua insurgência na região.

Tópicos relacionados

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eles estão caçando gays