sexta-feira, 3 de março de 2017

Em áudio, fundador assassinado revela tentativa de mediar crise da Mancha


Em áudio recebido pelo UOL Esporte, Moacir Bianchi, fundador da Mancha Verde assassinado na madrugada da última quinta-feira, expõe os problemas internos vividos pela principal organizada do Palmeiras nos últimos tempos. Bianchi reclamava da atual diretoria.
A voz do torcedor morto foi confirmada pela reportagem por pessoas ligadas ao próprio Bianchi, que queria a 'torcida de volta', com o fim dos conflitos internos ocorridos nas últimas semanas.
"Quero dizer que ninguém está contra, ninguém quer guerra, queremos nossa torcida de volta. As coisas estão todas erradas, não dão ouvidos para ninguém, não pode falar um A contra que os caras criticam, esculacham, ninguém pode falar um A. Quer dizer que é ditatorial o negócio?", reclamou Bianchi
"Não é assim, a Leste faz parte da entidade Mancha Verde, cara. A gente quer o bem da entidade. Uma coisa que quero brigar é para todo mundo estar junto. O Nando [presidente] começou bem para c..., começou uma p... presidência legal, mas se perdeu", disse Bianchi, que cita casos das últimas semanas.
"Em uma semana olha o que aconteceu: bateram em uma 'mina' no jogo, na sexta-feira foram para o ABC com barra de ferro, os caras descerem; no sábado o negócio lá, bater nos caras da Sul, dar porrada no Peruche, quer dizer, isso vem acontecendo diretamente, ninguém pode falar nada", questiona.
Confrontos físicos entre alas da torcida ocorreram nas últimas semanas, e lideranças antigas da organizada, como Bianchi, se aproximaram para findar as decorrentes brigas entre membros da própria Mancha.
"Tudo tem conversa. Quero fazer o melhor para não ter uma encrenca. Pô, para brigar entre nós? Entre próprios palmeirenses? Para mano, isso não existe, cara. Ninguém está disposto a isso. Teve problema ZS, ZL, vamos engolir seco tudo isso aí e começar uma coisa nova", encerra.
Moacir Bianchi, um dos fundadores da Mancha, morreu na madrugada da última quinta-feira, vítima de execução na Zona Sul de São Paulo. A Polícia Civil encontrou 22 ferimentos e 16 balas no local do crime.
uol

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