quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Terremoto atinge a Itália e deixa mortos

Um forte terremoto, de 6,2 graus de magnitude, devastou na madrugada desta quarta-feira vários povoados montanhosos do centro da Itália, causando ao menos 247 mortes, mais de 300 feridos e centenas de desaparecidos, que são procurados em meio aos escombros quase 24 horas depois da catástrofe.
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Segundo fontes da imprensa, pelo menos cem pessoas continuam desaparecidas e, provavelmente, estão sepultadas vivas. Entre as vítimas fatais estão muitas crianças, além de uma família inteira - pai, mãe e duas crianças, que por horas os socorristas tentaram salvar.
Dezenas de bombeiros e policiais voluntários trabalham há horas, sem descanso, nas pequenas localidades de Amatrice e Accumoli, na região do Lacio, e Arquata del Tronto, na região de Marcas.
As três localidades ficaram devastadas e transformadas em montanhas de escombros, onde apenas sobressaíam algumas poucas construções de pé. O tremor, que foi sentido em Roma e Veneza, acordou a população às 03h30 locais (22h30 de Brasília de terça-feira) e, desde então, foram registrados cerca de 200 abalos secundários.
O epicentro foi localizado perto de Nórcia, uma cidade da região da Umbria, a 150 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os feridos mais graves estão sendo levados à capital da província, Rieti, assim como a hospitais de Roma e Florença em helicópteros.
As autoridades decidiram mobilizar o Exército para os trabalhos de resgate, que são particularmente complicados por se tratar de pequenas localidades montanhosas, e para garantir a segurança da população, pela temida chegada de ladrões.
Durante todo o dia de ontem, moradores e voluntários escavaram em meio a nuvens de poeira e inclusive com as próprias mãos as montanhas de pedras e pedaços de prédios e casas destruídas pelo terremoto.
Cães treinados para rastrear pessoas e celulares têm servido para localizar pessoas entre os escombros. Os moradores das cidades mais afetadas se preparavam para passar sua primeira noite ao relento, enquanto as autoridades alinhavam os corpos em parques e jardins cobertos por cobertores e lençóis.
msn

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