quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Singularidade (poema/homenagem)







Você, esta obra de arte primorosa e divina.
Não há outro igual a você,
Para Michelangelo não há outra Capela Sistina.
Você é a única que existe de você,
Da Vince, outra Gioconda não pintaria.
Você é a única chance que temos de você,
Beethoven compôs apenas uma única Quinta Sinfonia.
Deus te dotou da exclusiva singularidade de ser.

Você, obra-prima moldada na individualidade,
Seu jeito, suas maneiras, seu eu é sem igual.
Você é seu próprio legado para a posteridade.
Em sua grandeza eu vislumbro o digital
Na mais pura expressão de sua singularidade,
Uma realidade de magnitude universal.
Traduzido num sentimento de preciosidade,
Maviosa ternura de beleza musical.

Você é o mais belo poema desta vida,
No teu ser abrigam-se ternas melodias,
Cada nota um ato de bondade convida,
Consolando outras vidas sem alegrias,
Quando a tristeza te abate e silencia,
Uma lágrima que não deixa transparecer,
Sempre há uma nota que devolve a harmonia,
Permitindo a alegria florescer.
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Dedico este poema a Isis Dumont, que sempre nos presenteia com palavras de incentivo e carinho; interagindo e deixando o seu registro caloroso, derramando sua alma poética com leveza e ternura.
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*A palavra feitura no grego é poiema, que se traduz também para o espanhol como poema, quer dizer, uma obra de arte.
Ademar Siqueira
Um presente de "aniversário (18/08) antecipado". Foi assim que recebi esta belíssima homenagem/surpresa. 
Muito obrigada, poeta, querido amigo das letras recantistas!!

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