terça-feira, 7 de junho de 2016

A Misericórdia de Nossa Senhora não tem limites!








São Epifânio chama a divina Mãe de onividente, pois, como Mãe desvelada, é toda olhos para atender às nossas misérias na terra e aliviá-las.
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Perguntaram um dia ao demônio, quando era esconjurado de um processo, qual a ocupação de Maria.
Respondeu o interrogado: sobe e desce. 
Queria dizer que essa bondosíssima Rainha desce sem cessar à terra para trazer graças aos homens, e sobre aos céus para obter favorável despacho às nossas preces.
Tem razão portanto, Santo André Avelino ao chamá-la administradora dos bens do paraíso, porque continuamente está às voltas com a Misericórdia, impetrando graças para todos, tanto para os justos como pecadores.
Os olhos do Senhor estão sobre os justos, diz Davi (Sl 33,16).
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Mas os de nossa Rainha, diz Ricardo de São Lourenço, estão voltados tanto sobre os justos como sobre os pecadores.
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São olhos de mães os olhos de Maria, acrescenta ele, e a mãe vela não só para que o filho não caia, senão também para levantá-lo após a queda.

Claramente, o próprio Jesus Cristo o deu a entender a Santa Brígida, dizendo em sua presença à Santíssima virgem: Minha Mãe, pedi-me tudo quanto quiserdes!
Eis que o Filho repete no céu a Maria, folgando em satisfazer a todos os rogos de sua querida Mãe. Ora, o que pediu então Maria?
Ouviu-a Santa Brígida responder ao Filho: Imploro misericórdia para os infelizes. Como se dissesse: Meu Filho, vós me destinastes a ser Mãe de Misericórdia, refúgio dos pecadores, advogada dos infelizes.
Dizeis agora que vos peça o que quiser. Que posso eu desejar, senão que useis de misericórdia para com os miseráveis?
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Assim, ó Maria, sois tão cheia de compaixão, exclama são Boaventura ternamente, tão extremosa em socorrer os infelizes, que pareceis não ter outro desejo nem outra ocupação.
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De todos os pobres são os pecadores os maiores, e por isso Maria implora continuamente ao Filho em favor deles, assevera Beda.
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Durante sua vida na terra, tinha a Virgem um coração cheio de piedade e ternura para com os homens, observa São Jerônimo;
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Mas tinha-o de tal forma que ninguém pode sentir tão vivamente suas próprias aflições, como Maria sentia as alheias. Bem o mostrou nas bodas de Caná.

Na falta de vinho, diz São Bernadino de Siena, a Senhora assumiu espontaneamente o ofício de compassiva consoladora.
Compadecida da aflição dos noivos, empenhou-se junto ao Filho e obteve o milagre que fez abundar o vinho nas talhas de água.
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