quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Uma prosa, de minh'alma




Lágrimas incontidas

Assim que abri os olhos, lá estava ela, um tanto desconsolada! Percebi seu rosto e olhar tristes. Olhou-me e, em seguida aquietou-se sobre o tapete, encolhida, com as mãos sobre o busto... chovia lá fora. Nem deixou que eu lhe dirigisse a palavra e foi logo me dizendo:
-"quero voltar aos lugares onde estive com você, nos tempos de infância. Lá, onde juntas vagávamos despreocupadas, embriagando-nos as vistas com a natureza verdejante e livre de poluição e qualquer ameaça! Quero voltar a sentar à beira das fontes de águas cristalinas, onde saciávamos a sede que não tínhamos, mas... simplesmente por puro prazer!" 
E eu, com os olhos marejando de lágrimas de saudades, apenas lhe disse: vai, mas não garanto que encontrarás mais aquele paraíso perdido no tempo. À essa altura os 'homens', irresponsavelmente, já alteraram toda aquela geografia, e nem sombras restam do que um dia foi!
E minha alma partiu sem dizer se voltaria logo ou não!
Da janela contemplei seu voo... e deixei que mais uma lágrima de saudade incontida molhasse meu rosto.

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