segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Delator da Lava Jato diz que pagou...


Um dos delatores da Operação Lava Jato, o empresário Milton Pascowitch relatou ao Ministério Público Federal (MPF) que pagou, com dinheiro de propina repassada por fornecedores da Petrobras, a reforma da casa do ex-ministro José Dirceu no município de Vinhedo, no interior de São Paulo. A obra, conforme o lobista, custou R$ 1,3 milhão.
Apontado como um dos operadores de Dirceu no esquema de corrupção instalado na estatal do petróleo, Pascowitch contou ainda aos procuradores da República que bancou a compra de um imóvel de R$ 500 mil para uma das filhas do ex-ex-ministro, além de ter pago faturas de táxi aéreo.
As acusações foram relatadas no pedido de busca e apreensão do Ministério Público Federal na 17ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Pixuleco. Um dos presos desta nova etapa, Dirceu está detido na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, à espera de autorização do Supremo Tribunal Federal para ser transferido para Curitiba.
A reforma realizada na residência do ex-chefe da Casa Civil aconteceu, segundo o delator, no final de 2012 e início de 2013, após a contratação de uma arquiteta para realizar o trabalho.
"Milton ressaiu ter contratado, no final de 2012, início de 2013, [uma] arquiteta […] para que ela executasse a reforma de um imóvel localizado em Vinhedo/SP, que seria utilizado como escritório e residência por Dirceu”, afirma trecho da representação.
"O valor para a reforma, de R$ 1,3 milhão, teria origem em propina decorrente de contratos da obra Cacimbas II”, acrescentou o Ministério Público Federal.
Cacimbas é uma das muitas obras contratadas pela Petrobras e investigadas pela Operação Lava Jato.
No despacho em que autorizou a prisão de Dirceu, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, reproduziu trecho de depoimento de Pascowitch no qual o delator disse que intermediava o pagamento de propinas da empresa Engevix Engenharia à diretoria de Serviços.
Pascowitch disse ainda, segundo o magistrado, que também intermediava propina em contratos das empresas Hope (de recursos humanos, que presta serviços à Petrobras) e Personal (terceirizada que faz serviços de limpeza para a estatal).
Ao relatar o pagamento de faturas de táxi aéreo para José Dirceu, Pascowitch informou que os pagamentos ocorriam mediante cobranças da JD Assessoria – a empresa de consultoria do ex-chefe da Casa Civil – "a custos reduzidos". A diferença do valor, explicou o empresário, era pago por ele próprio, em espécie, com parte do dinheiro da propina que cabia a José Dirceu, repassado pelas empresas Hope e Personal.
Segundo o MPF, os pagamentos de faturas de táxi aéreo foram feitas em duas parcelas: R$ 78 mil, em outubro de 2010, e R$ 54,5 mil, em março de 2012.
Com relação à compra de um imóvel para uma das filhas de Dirceu, o delator contou aos procuradores que a operação foi realizada com suborno repassado de contratos da obra de Cacimbas II e da Hope e da Personal. De acordo com Pascowitch, a transação imobiliária foi feita em maio de 2012.
Blog não conseguiu contato com a assessoria de imprensa e com os advogados do ex-ministro. Mais cedo, os defensores do ex-ministro afirmaram que dariam informações assim que tivessem acesso ao motivo da prisão.
G1.com

MP relata que José Dirceu usou propina da Petrobras para pagar reforma de casa no interior de SP








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