Nossa condição humana


A dor profunda pela qual passa a família do governador Geraldo Alckmin, embora em "circunstâncias" diferentes (da grande maioria dos acontecimentos) não deixa de ser a mesma pela qual passam (diariamente) milhares de pais e mães de família em nosso país e em outros países.

Em momentos como esse, só nos resta (se tivermos) a fé. Ela (a longo prazo) traz a resignação, o conforto e a paz necessária para que recuperemos as forças, a coragem e disposição para continuar (...)

Boa tarde!!!

O Medo Da Nossa Condição Humana

Quando me ponho às vezes a considerar as diversas agitações dos homens, e os perigos e trabalhos a que eles se expõem, na corte, na guerra, donde nascem tantas querelas, paixões, cometimentos ousados e muitas vezes nocivos, etc., descubro que toda a miséria dos homens vem duma só coisa, que é não saberem permanecer em repouso, num quarto. Um homem que tenha o bastante para viver, se fosse capaz de ficar em sua casa com prazer não sairia para ir viajar por mar ou pôr cerco a uma praça-forte. Ninguém compraria tão caro um posto no exército se não achasse insuportável deixar-se estar quieto na cidade; e quem procura a convivência e a diversão dos jogos é porque é incapaz de ficar, em casa, com prazer.

Mas quando pensei melhor, e que, depois de ter encontrado a causa de todos os nossos males, quis descobrir a razão desta, achei que há uma bem efectiva, que consiste na natural infelicidade da nossa condição frágil e mortal, e tão miserável que nada nos pode consolar quando nela pensamos a fundo. 

Blaise Pascal, in "Pensamentos" 


Resultado de imagem para nossa condição humana



"O homem está destinado ao meio, mas não pode perder de vista os dois 
extremos. Diante deles, tudo é ínfimo, desnecessário, passageiro. A 
morte é o que o espera pois, comparados à eternidade, oitenta anos 
ou oitocentos são o mesmo que nada. Tudo que tem uma duração, 
um limite, do nosso ponto de vista finito é símbolo da morte, e do 
ponto de vista infinito (a eternidade de Deus) como que já morreu".
    Luís César Oliva
 Mestre e doutor pelo departamento de filosofia da USP, assina        mensalmente a seção “Filosofia CULT”




Comentários

Postar um comentário