sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Padres exorcistas explicam casos de possessão demoníaca

Uma reportagem do Fantástico, na edição do último domingo (27), fez uma entrevista com padres exorcistas e conversou também com médicos que não acreditam na possessão demoníaca.
O padre Vanilson Souza Silva, que é exorcista, permitiu que a equipe de Rede Globo acompanhasse as reuniões de libertação da Igreja do Perpétuo Socorro, em Brasília, e deixou que filmassem duas reuniões particulares.
Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, não existe possessão demoníaca e o que as imagens da Globo captaram nas missas, onde pessoas aparecem gritando e se contorcendo, mostram na verdade um caso de “transtorno dissociativo”, antes chamado de histeria coletiva.
“A característica [do transtorno dissociativo] são exatamente das pessoas repetirem ações ou comportarem-se de forma idêntica a daquele que está ao seu lado, à sua frente”, disse o médico.
O padre não acredita nessas explicações médicas e diz: “Eu não trabalho com teoria, eu trabalho com ser humano”. Ele lista doenças e opressões que são os casos mais relatos durante as sessões de exorcismo.
Uma das sessões filmadas mostra uma mulher possessa que cai no chão, se debate, tenta atacar o padre até que é liberta. O homem que é atendido também passa por situações parecidas.
A neuropsiquiatra Elisabete Possidente afirma que essas reações não são impulsionadas por espíritos malignos, mas são doenças psíquicas. “Não é fingimento, não é simulação, eles realmente sofrem [de doenças psíquica]“.
Na visão dos padres a maioria das pessoas não estão possessas por espíritos malignos, mas sim sendo oprimidas o que é diferente. Em todos os anos de trabalho, o padre Vanilson só acompanhou dois casos de possessão, uma das vítimas apareceu na reportagem.
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Eu, embora não duvide da existência do "maligno", opto pela opinião dos sacerdotes... A história do ser humano  pode conter "situações" de opressão, exploração, abandono e até determinadas enfermidades e isso pode gerar quadros de sofrimentos inimagináveis, que podem levar a um estado de loucura impressionante! Nosso interior pode ser bastante forte para suportar os fardos da vida, mas pode tornar-se frágil, vulnerável, suscetível e indefeso quando o "sofrer" vem em permanentes overdoses. Há sofrimentos que não tem cura. E há pessoas sofrendo sem ninguém para lhes estender a mão.
Tive uma professora/doutora, na universidade, a mesma, em uma aula de literatura falava de um monsenhor (Dom Nivaldo Monte, salvo engano) de Natal/RN, que certa vez, ao visitar determinada instituição, saiu em estado de choque, tocado pelo sofrimento das pessoas que ali conviviam. O sofrimento, o desespero e a falta de esperança eram tanto que só se reconhecia a "humanidade" pelos olhos. O restante não se assemelhava mais ao seres humanos. Fiquei perplexa com essa informação e nunca esqueci, foi como se eu também tivesse testemunhado as cenas que a professora descreveu.
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AparecidaRamos

Um comentário:

  1. Amiga Aparecida, certamente há os dois casos; ou seja, indivíduos em que a exteriorização das moléstias pressupõem possessões e as possessões propriamente ditas, obras de espíritos trevosos. Naturalmente que a convicção da obsessão, não demoníaca, mas espiritual, somente uns quatro ou cinco por cento dos brasileiros a possuem, porque a maioria, aqui, é católica, pentecostal e lá na ponta de baixo é surgem os kardecistas, uma minoria, portanto.
    Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.

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