quarta-feira, 23 de abril de 2014

PEC dos soldados da borracha é aprovada em primeiro turno


Foi quando assistia à TV Senado, hoje ao anoitecer, ouvindo alguns discursos dos senadores, que decidi pesquisar sobre os "Soldados da Borracha".
É impressionante como o ser humano "descobre" maneiras de explorar, desumanizar e manter em regime de escravidão seus semelhantes!!!
Aparecida Ramos


O plenário aprovou por 60 votos a 1, em primeiro turno, a chamada “PEC dos soldados da borracha" ou "PEC dos seringueiros” (PEC 61/2013). A proposta prevê pagamento de bônus de R$ 25 mil aos denominados soldados da borracha – trabalhadores recrutados durante a Segunda Guerra Mundial para produzir látex para pneus de veículos usados pelas Forças Aliadas.

Vários senadores se manifestaram a favor da PEC, que será votada em segundo turno de votação ainda hoje.
Agência Senado

Soldados da Borracha foi o nome dados aos brasileiros que entre 1943/1945 foram alistados e transportados para a Amazônia pelo Semta, com o objetivo de extrair borracha para os Estados Unidos da América (Acordos de Washington) naII Guerra Mundial.
Estes foram os peões do Segundo Ciclo da Borracha e da expansão demográfica da Amazônia. O contingente de Soldados da Borracha é calculado em mais de 50 mil, sendo na grande maioria nordestinos e, por sua vez, cearenses.
Os Soldados da Borracha, depois de alistados, examinados e dados como habilitados nos alojamentos em Fortaleza (Prado e Alagadiço), recebiam um kit básico de trabalho na mata, que constitui-se de: uma calça de mescla azul, uma camisa branca de morim, um chapéu de palha, um par de alpercatas, uma mochila, um prato fundo, um talher (colher-garfo), uma caneca de folha de flandes, uma rede, e um maço de cigarros Colomy. O ponto de partida para muitos deles foi a Ponte Metálica (porto de Fortaleza na época).
Só na Amazônia estes receberam o treinamento para a extração da borracha.
As falsas promessas
Foi prometido aos Soldados da Borracha que, após a guerra, estes retornariam à terra de origem. Na prática, a maioria deles morreu de doenças como malária ou por influência de atrocidades da selva. Os sobreviventes ficaram na Amazônia por não ter dinheiro para pagar a viagem de volta, ou porque estavam endividados com os seringalistas (donos de seringais).
Ao contrário dos Pracinhas, estes só foram reconhecidos como combatentes da II Guerra Mundial em 1988, e apenas com este reconhecimento tiveram direito a uma pensão vitalícia. Tempos depois os soldados que sobreviveram receberam uma pensão pelo o serviço prestado. Os jovens eram obrigados a alistar-se no exercito eles tinham duas opções iram para amazônia ou para a Itália na guerra ,claro a opção era ir para a extração da borracha.
Atualmente, encontra-se em tramitação no Senado Federal do Brasil projeto de lei que concede indenização aos soldados sobreviventes e modifica a base de cálculo do reajuste da pensão mensal, vitalícia para seus dependentes.1
Borracha para à Vitória
Em 2004, o cineasta Wolney Oliveira realizou um documentário resgatando esta história esquecida.
Fonte: Wikipédia

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