quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ataque aos direitos humanos


Greenpeace

Ruralistas atacam direitos humanos



Na última semana, foi divulgado pela Mobilização Nacional Indígena um vídeo que mostra representantes da bancada ruralista protagonizando mais uma cena de afronta pública aos direitos de índios e outras minorias. 
Nas imagens, gravadas durante uma audiência em Vicente Dutra (RS), os deputados Luís Carlos Heinze (PP-RS) e Alceu Moreira (PMDB-RS) não só incitam a violência contra lideranças indígenas que tentam retomar suas terras invadidas por fazendeiros, grileiros e madeireiros, como também insultam outras populações tradicionais do Brasil e homossexuais, e reforçam o discurso inverossímil acerca da demarcação de terras indígenas para o público de produtores rurais.
Os parlamentares se referem a índios, quilombolas, gays e lésbicas como “tudo o que não presta”, e estimulam agricultores a usarem de segurança armada para expulsar indígenas do que consideram serem suas terras. Ao contrário do que sugerem, porém, a demarcação de terras indígenas é direito previsto na Constituição Federal, e o governo Dilma é notadamente o que menos demarcou terras desde a Ditadura Militar.
Ao longo dos anos, as estatísticas de violência por questões fundiárias só vêm aumentando. Nos noticiários, a grande imprensa ressalta a “invasão” de fazendas por indígenas, sem mencionar que são, na maioria das vezes, atos de reocupação de territórios tradicionalmente ocupados e a eles garantidos por lei. Nas cidades, a violência em protestos também tem sido atribuída aos manifestantes populares, sendo as forças policiais do Estado poupadas das críticas mais duras.
Vendo imagens como as do vídeo citado acima, nós nos perguntamos: de onde será que vem a violência no Brasil? Será que vem mesmo por parte dos movimentos sociais? Atitudes como as propostas pelos deputados ruralistas não podem se tornar a maneira corrente de cessar os conflitos – seja no campo ou na cidade.
Enquanto eles estimulam o uso de armas e força bruta como uma iniciativa de “defesa” própria, nós também chamamos a sociedade a se defender, mas por vias legais.
O projeto de iniciativa popular pela lei do Desmatamento Zero é uma alternativa para todos os cidadãos, de zonas rurais ou urbanas, que repudiam atos de violência contra a floresta e seus habitantes, e que querem um país melhor para essa e as próximas gerações.
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Por um futuro mais justo e livre. SEM VIOLÊNCIA.
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Abraços,
Tica Minami
Coordenadora da campanha Amazônia



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