terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

'Era um menino bom. Minha vida acabou', diz mãe de jovem morto em ônibus de João Pessoa Segundo a polícia, vítima voltava de bloco do Folia de Rua quando ônibus em que seguia foi abordado por bandidos armados


Anderson morreu dentro de um ônibus de JP
Anderson morreu dentro de um ônibus de JP


“Era um menino bom, meu amor. Minha vida acabou”. O relato é da mãe do estudante Anderson Lucas Gonçalves Coutinho, de 15 anos, que foi morto com dois tiros, na madrugada desta segunda-feira (20), dentro de um ônibus, em João Pessoa. Até o fechamento desta matéria, nenhum suspeito do crime havia sido preso. Veja vídeo abaixo.


Em entrevista à TV Correio, a mãe do rapaz disse que ele trabalhava com ela, que fazia cursos e que não tinha envolvimento com o crime ou inimizades. A mesma informação foi compartilhada por outros parentes da vítima.

“Espero que nossa lei mude porque meu filho só tinha 15 anos. Não vou ter netos. Ele era tudo que eu tinha na vida, meu amor. Ele foi só foi se divertir, como muitos adolescentes vão. Até onde vai essa injustiça? Minha vida acabou, meu amor foi embora. Pelo amor de Deus, faça alguma coisa! Quantas e quantas mães vão perder seus filhos?! Meu filho era um menino de bem e tinha muitos sonhos”, disse a mãe do adolescente, à TV Correio.

Ela falou ainda que ele não estaria envolvido na confusão que começou no ônibus e culminou na morte do adolescente. “Ele estava no ônibus como qualquer outra pessoa, indo pra casa”.


Anderson voltava do bloco ‘Virgens de Tambaú’, no ônibus que fazia a linha Circular-1500. Ao passar pelo Grotão, um grupo de pessoas teria começado a gritar o nome de uma facção dentro do veículo, momento em que o ônibus foi interceptado por um grupo armado que embarcou e deu início ao tiroteio.

Segundo a polícia, o motorista abriu as portas para que os passageiros tentassem escapar, mas Anderson não conseguiu fugir a tempo e foi baleado. Ele sofreu dois tiros na cabeça e no braço e morreu no local.

Os bandidos fugiram e quando o tumulto acabou, o motorista levou o ônibus para a empresa, onde a polícia foi acionada.

A Polícia Civil investiga essas informações, que foram repassadas por testemunhas, para localizar suspeitos de terem provocado a confusão e efetuado o disparo que matou o estudante.

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