quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Filhos... Mais amor, mais presença, mais atenção, por favor!!

Enfermeiras que atenderam garoto morto após jogo online se emocionam

Elas atenderam o menino antes de ele ser transferido para a UTI. 
Polícia irá ouvir os adolescentes que participaram do jogo.


Enfermeira que atendeu Gustavo se emocionou ao relembrar encontro com mãe em Santos (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Enfermeira que atendeu Gustavo se emocionou ao relembrar encontro com mãe em Santos (Foto: Reprodução/ TV Tribuna)
Enfermeiras que participaram do atendimento ao garoto Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, após ele ter se enforcado em São Vicente, no litoral de São Paulo, deram depoimentos emocionados sobre o caso. Segundo a família do jovem, jogava online com amigos e foi desafiado após ter perdido uma partida.
O jovem de 13 anos foi inicialmente encaminhado ao Hospital Municipal de São Vicente e, em seguida, levado para o Hospital Ana Costa em Santos, onde morreu no domingo (16).
Michelle Fernanda dos Santos, que trabalha no Hospital Ana Costa, atendeu o menino antes de ele ser transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). "Nós estávamos no plantão quando, por volta das 6h10, recebemos a ambulância. As primeiras pessoas que vieram até mim foram a mãe e o pai", relembra.
Ela tentou acalmar a mãe de Gustavo, que acompanhava o atendimento. "Ela não sabia se ele tinha se enforcado por brincadeira ou acidente. Não tem palavras para acalmar o coração de uma mãe nessas condições. Eu falei pra ela que a única coisa que a gente deve fazer é entregar nas mãos de Deus e saber que ele está bem assistido."
A enfermeira tem dois filhos, de 12 e 14 anos. Ela se emocionou ao falar sobre o caso e alertou os meninos dos perigos de desafios online que envolvam asfixia. "Minha filha falou que na escola dela também já havia acontecido, que agacham até perder o fôlego".
Gustavo Detter morreu no domingo (Foto: Arquivo Pessoal)
Gustavo Detter morreu no domingo
(Foto: Arquivo Pessoal)
Juliana Tavares Martins também é enfermeira e auxiliou nos cuidados com Gustavo. "Ele chegou com colar cervical. Aqui mesmo a gente só estabilizou, monitoramos e levamos pra UTI. A gente queria dar o atendimento mais rápido pra levar pra UTI", conta.
O caso
Gustavo Riveiros Detter, de 13 anos, foi encontrado ainda vivo com uma corda pendurada no pescoço, na noite do sábado (15). Ele estava no quarto do pai dele, usando um computador, em contato com outros adolescentes através de uma câmera.

Marco Riveiros, tio de Gustavo, relatou à Polícia Civil em São Vicente que, após ter perdido uma partida de um jogo online, o garoto teria sido desafiado pelos outros jogadores a se enforcar.
O caso está sendo investigado pela polícia, que já constatou a existência do desafio. Todos os jovens que participavam do jogo com Gustavo serão convocados, a partir desta terça-feira (18), a prestar esclarecimentos.
Segundo o relato de Riveiro que consta no boletim de ocorrência, o sobrinho brincava online com outros três colegas quando aconteceu o enforcamento. A cena teria sido acompanhada em tempo real pelos outros participantes do jogo.
De acordo com o delegado responsável pelo município, Carlos Schneider, a polícia investigará se a morte de Gustavo Detter foi acidental. Ainda segundo Schneider, todas as conversas e gravações entre os menores serão analisadas para tentar identificar o que realmente aconteceu. Gustavo foi velado na manhã desta segunda-feira (17), em Santos, também no litoral de São Paulo.
'Choking Game'

O desafio que pode ter levado Gustavo à morte é conhecido como Choking Game, ou "jogo do desmaio". Há alguns anos, as escolas começaram a alertar os pais para a prática perigosa que os adolescentes estavam fazendo até mesmo dentro das salas de aula.

Vários vídeos de jovens se espalharam pela internet exibindo uma "brincadeira" que pode levar à morte, pois tem como objetivo diminuir a quantidade de sangue no cérebro até a pessoa desmaiar.
Se existir alguma pré-disposição, o adolescente pode sofrer uma parada cardíaca e a falta de oxigênio no cérebro pode deixar sequelas graves, para o resto da vida. Com a queda, também há o risco de lesões pelo corpo e até traumatismo craniano.

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