Papa: sacerdote é pastor, não inspetor do rebanho

Papa presidiu Missa no Jubileu dos Sacerdotes, com ênfase para o Sagrado Coração de Jesus, o Bom Pastor

Da Redação, com Rádio Vaticano 
Papa durante celebração eucarística no Jubileu dos Sacerdotes / Foto: Reprodução CTV

Papa durante celebração eucarística no Jubileu dos Sacerdotes / Foto: Reprodução CTV
O Papa Francisco presidiu nesta sexta-feira, 3, a Santa Missa por ocasião do Jubileu dos Sacerdotes, realizado em Roma deste a última quarta-feira, 1º. No dia em que a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus, Francisco fez uma reflexão sobre o coração do Bom Pastor e o coração dos pastores.
“O Coração do Bom Pastor é a própria misericórdia, revela que o seu amor não tem limites… É um Coração que está inclinado para nós, concentrado especialmente sobre quem está mais distante”, disse o Papa, convidando os padres a se perguntarem para onde está orientado seus corações, o tesouro que procuram.
O Pontífice explicou que os tesouros insubstituíveis do Coração de Jesus são dois: o Pai e os homens. Do mesmo modo, o coração do sacerdote não olha para si mesmo, mas está fixo em Deus e nos irmãos.
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“Já não é ‘um coração dançarino’, que se deixa atrair pela sugestão do momento ou que corre daqui para ali à procura de consensos e pequenas satisfações; ao contrário, é um coração firme no Senhor, conquistado pelo Espírito Santo, aberto e disponível aos irmãos”.

Procurar, incluir e se alegrar

Outra proposta do Papa aos sacerdotes foi a de treinar as três ações contidas nas Leituras de hoje: procurar, incluir e alegrar-se.
Francisco ressaltou que assim como Deus em pessoa procura as suas ovelhas, sem se deixar atemorizar pelos riscos, o coração do padre, depois que as encontra, se esquece do cansaço e as carrega aos ombros, cheio de alegria. Não vive fazendo a contabilidade do que tem e das horas de serviço: não é um contabilista do espírito; é um pastor, não um inspetor do rebanho; dedica-se à missão, não a cinquenta ou sessenta por cento, mas com todo o seu ser. É obstinado no bem e como todo o bom cristão, está sempre em saída de si mesmo.
Assista à celebração completa, com tradução da Rádio Vaticano: 
Sobre a necessidade de incluir, o Papa disse que Cristo ama todas as suas ovelhas, nenhuma lhe é desconhecida. Da mesma forma é o sacerdote de Cristo: inclui, e quando tem que corrigir, é sempre para aproximar; não despreza ninguém, está pronto a sujar as mãos por todos. Não repreende quem deixa ou perde a estrada, mas está sempre pronto a reintegrar e a recompor as contendas.
E sobre a alegria, Francisco explicou que ela nasce do perdão, da vida que ressurge. Essa é também a alegria do sacerdote, transformado pela misericórdia que dá gratuitamente. Na oração, experimenta a força do amor de Deus e permanece sereno interiormente.
O Papa concluiu sua homilia com um lembrete aos padres: “Na Celebração Eucarística, reencontramos todos os dias nossa identidade de pastores. Cada vez podemos fazer nossas as suas palavras: ‘Este é o meu corpo que será entregue por vós’. É o sentido da nossa vida, são as palavras com que, de certa forma, podemos renovar diariamente as promessas da nossa Ordenação. Doar a vida unidos a Jesus é a fonte da nossa alegria”.
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