quarta-feira, 18 de maio de 2016

MARCAS DE DOR






Caminhos manchados
Solo marcado
Vida que não mais se levanta
Lar destruído
Lágrimas irremediáveis.
O tempo ditou a sentença.

Ah, como gostaria
Como desejaria voltar no tempo
E ter a possibilidade, o 'poder'
De percorrer certos caminhos
E transformar a vida
De pessoas que vieram
A este mundo e não puderam viver.

Como gostaria de possuir 'asas'
Para, pairar sobre suas casas
Transformar dores em alegrias
Desavenças, ódio, incompreensão
Em diálogo, amor e perdão.

Há muitas pessoas que,
Por aqui passaram e muitas irão passar
Sem provar do 'banquete'
Sem saber o gosto
Sem nutrir-se da alegria
Que esta vida pode oferecer.

Ontem, foi assim com uma amiga.
Ela simplesmente nos deixou
Tragada pela morte, de forma trágica
Da pior forma possível,
Pelas mãos carregadas da fúria,
De uma mente 'ensandecida'
Daquele que um dia, ela...
Naturalmente amou.

Mas eu sei que ambos foram vítimas
(Entre outros fatores)
De uma sociedade 'ausente', omissa,
Cega, surda e muda...
LUTO, minha amiga, por esse tão sofrido e
Doloroso momento!
Descanse em paz, na morada do Pai!

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Escrevi, um dia após tomar conhecimento da tragédia, a mesma que inspirou-me a publicação anterior:
'POR QUÊ?

Um comentário:

  1. Cara amiga Aparecida há mortes e mortes; lamentamos mesmo os mortes naturais, porque somos humanos, entretanto, as mortes inconsequentes (trágicas)nos chocam, nos atordoam, nos abatem muito mais.
    Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma boa tarde.

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