sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Fumaça de vazamento de gás no litoral sul atinge quatro cidades

A fumaça produzida pelo vazamento de gás da empresa Localfrio, no Guarujá, no litoral sul de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (14), já afeta outras três cidades. Por volta das 21h, parte das cidades de Santos, São Vicente e Cubatão foram atingidas. De acordo com a prefeitura de Guarujá, o número de moradores atendidos nos postos de saúde da cidade por causa do acidente é de aproximadamente 70.
A Localfrio informou na manhã desta sexta-feira (15), que o Corpo de Bombeiros segue atuando no combate ao incêndio causado na área da empresa.
Ainda é possível notar fumaça próximo à empresa e no distrito de Vicente de Carvalho, mas em menor quantidade do que na quinta-feira.
A Localfrio divulgou ainda que aguarda laudo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para divulgar a quantidade de materiais que causaram o acidente.

Fumaça causou pânico e lotou prontos-socorros da Baixada Santista



Nos três prontos-socorros mais próximos do local do vazamento de produtos químicos seguido de incêndio, que atingiu na tarde dessa quinta (14), um terminal de cargas empresarial no Guarujá, cenas de desespero se repetiam. Eram jovens, idosos, crianças que não paravam de chegar com os mesmos sintomas: falta de ar, tosse, sensação de ardência na garganta e nos olhos e muito pânico. Segundo funcionários dos prontos-socorros, nenhum paciente evoluiu para um quadro grave.


Quase quatro horas após o vazamento, às 19h, ainda havia várias pessoas que chegavam tremendo e sem conseguir respirar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Boa Esperança. Eram, em sua maioria, moradores do Pae Cará, bairro do Distrito Vicente de Carvalho. No local, casas e comércios foram invadidos pela nuvem densa, escura e de cheiro forte.
Em alguns momentos da tarde, era impossível ver o que estava a poucos metros de distância. "Estava tomando banho e quando saí só vi a casa tomada pela fumaça. Foi um desespero. Todo mundo começou a sair das casas porque o cheiro era insuportável", conta o estudante Danilo Mateus, de 17 anos.
A situação obrigou a gerência do pronto-socorro Vicente de Carvalho, em Pae Cará, a fechar as portas e transferir os nove pacientes internados, além dos três médicos, para a UPA Jardim Boa Esperança e para a UPA Rodoviária. Antes do fechamento, atenderam 30 intoxicados. Um deles era uma idosa de 77 anos que não conseguia falar, por falta de ar.
O neto dela, o motorista Hermann Germano Correa, de 30 anos, socorreu a avó, o tio e o pai, portador de deficiência. "Deu um desespero e uma revolta. Você vê o bairro todo tomado, todo mundo saindo nas ruas e sem ter pra onde ir, nenhuma orientação." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


 UOL

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