Caso raro, bebê que nasceu sem parte do cérebro comemora a vida neste Natal

O Natal do bebê que nasceu sem parte do cérebro7 fotos

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22.dez.2015 - Brandon Buell segura seu filho Jaxon, que nasceu com uma condição rara que fez com que seu cérebro não se desenvolvesse e que seu crânio ficasse com uma forma achatada Tom Benitez/Orlando Sentinel via AP
Jaxon Buell nasceu em 27 de agosto de 2014 com uma condição rara que fez com que seu cérebro não se desenvolvesse e que seu crânio ficasse com uma forma achatada. Na época, ele recebeu algumas poucas mensagens de parentes. A criança passou a ser tratada em um hospital de Boston, nos EUA, e ganhou visibilidade após aparecer na imprensa norte-americana. Neste Natal, o bebê recebeu pilhas de presentes e milhares de mensagens no seu perfil no Facebook.
"Agora se ficamos dois dias sem postar alguma mensagem, recebemos cobranças como "onde está meu anjo de olho azul" ou "ele está bem?", diz a mãe, Brittany Buell. "É incrível e surreal a relação das pessoas com Jaxon. Ele tem seguidores em vários continentes, inclusive na Antártida".
Um cartão de Natal virtual mostrando Jaxon recebendo um beijo do Papai Noel ajudou a família a arrecadar mais doações e presentes para o bebê. Seis ou sete presentes chegam diariamente à casa da família, em Tavares, Flórida.
"Nós nos sentimos tão gratos com o apoio e o amor dedicado a Jaxon, mas mais gratificante é saber que a história dele poderá ajudar outros em situação semelhante", diz Brandon Buell, pai de Jaxon.
A criança nasceu com microhidranencefalia e os médicos, inicialmente, disseram que ele não poderia desenvolver habilidades motoras, como sorrir, falar ou brincar. Após um ano, Jason, que os americanos apelidaram de "bebê milagre", pode sorrir, falar "mama" e "papa" e tenta engatinhar. No entanto, ele recebe alimentação por tubo e toma remédios quatro vezes por dia.
Mais de US$ 162 mil (cerca de R$ 640 mil) foram doados para a família. Os Buells dizem que vão doar o dinheiro para pesquisas médicas que estudam condições similares e para produção de equipamentos que ajudem pessoas como Jaxon.
"A grande maioria das crianças que foram diagnosticadas com microhidranencefalia morreram logo após o nascimento ou nem nasceram porque foram abortadas", diz Carl Barr, um dos médicos que tratam Jaxon.
Uol

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