Parentes e amigos se despedem de professora morta com sete tiros no Rio


Sob forte comoção, parentes e amigos da professora Priscila de Goes Pereira, de 38 anos, prestaram suas últimas homenagens, na manhã desta quarta-feira, na capela 5 do Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária do Rio. Ela foi encontrada morta com sete tiros na última segunda-feira perto de uma estação do metrô da Zona Norte do Rio. A mãe da vítima, Cecília Goes, estava muito emocionada e foi consolada pelos presentes. A todo momento, ela era abraçada. Priscila foi enterrada acompanhada de muitas palmas.


Mãe da vítima, Cecília Goes, é consolada por amigos e parentes
Um tio da vítima, José Pedro dos Santos, de 45 anos, não quis comentar sobre a rotina da geógrafa no trabalho porque não quer atrapalhar as investigações da Polícia Civil. José se emocionou ao falar da sobrinha e disse que a família irá cuidar da filha de Priscila.
- Eu peguei minha sobrinha no colo quando ela era pequena. Não vou mais poder fazer isso. A família inteira chora a partida dela. Está todo mundo muito abalado - disse.
Bruno acompanha o enterro da ex-mulher
Bruno acompanha o enterro da ex-mulher Foto: Fabiano Rocha / Extra

O ex-marido da professora e pai da filha dela, identificado apenas como Bruno, também prestou sua última homenagem para Priscila. Depois que alguns amigos se afastaram da sepultura, Bruno se aproximou e ficou sentado perto do local onde a professora foi enterrada.
Mãe da vítima está emocionada durante velório
Mãe da vítima está emocionada durante velório Foto: Fabiano Rocha / Extra
Priscila foi encontrada morta com sete tiros dentro do próprio carro no fim da manhã da última segunda-feira. Os disparos foram feitos à queima-roupa enquanto ela se maquiava no interior do veículo em um estacionamento próximo da estação do metrô de Maria da Graça, na Zona Norte do Rio. A principal linha de investigação de agentes da Divisão de Homicídios (DH) sobre a morte da professora é que ela tenha sido vítima de crime passional.



Priscila foi morta com sete tiros

Priscila, que é divorciada e tem uma filha de 5 anos, estacionava o carro, próximo a estação de metrô do bairro, quando foi surpreendida pelo criminoso. De acordo com testemunhas do caso, ele estava encapuzado e chegou e foi embora pelo final da Rua Antônio de Freitas - que não tem saída para carros nem motos. A vítima deixava o veículo no local diariamente e seguia para o trabalho. Nenhuma câmera de segurança flagrou o homicídio.
Homenagem
Imagem mostra professora morta dentro de carro
Imagem mostra professora morta dentro de carro Foto: Foto do leitor/WhatsApp/Reprodução
Nesta terça-feira, amigos de Priscila lamentaram sua morte e prestaram homenagens a ela nas redes sociais. “Vou lembrar eternamente de você, Pri, das suas aulas de Geografia Econômica e da Indústria. Daquele barrigão lindo que exibia em sala de aula. Você queria tanto ser mãe, nos contou de seus hormônios pedindo para gerar um bebê... E agora vem uns desgraçados e acabam com todos os sonhos”, escreveu uma amiga no Facebook da professora.
A mãe da professora, Cecila Goes, também recebeu apoio em sua rede social, após postar uma imagem com a palavra “Luto”.
Amigos lamentaram morte de geógrafa nas redes sociais
Amigos lamentaram morte de geógrafa nas redes sociais Foto: Reprodução Facebook
“Meus sentimentos, sei que nesse momento palavra nenhuma vai te confortar, mas saiba que você tem Deus contigo. Ele, sim, pode confortar seu coração e de toda sua família. Nossos sentimentos”, escreveu à mãe da vítima uma amiga da família.estação de metrô na Zona Norte do Rio.









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