quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Monumento X Lamento



MONUMENTO X LAMENTO

DO LADO DE CÁ O SAGRADO
IMPONENTES IMAGENS E ADORNOS
DO LADO DE LÁ ESTÃO AS SOMBRAS
DOS MENINOS QUE UM DIA FORAM.

DO LADO DE CÁ, DE JOELHOS
AOS CÉUS ENVIO MINHA PRECE
DO LADO DE LÁ, VEJO AS CENAS
E DOS MEUS OLHOS UMA LÁGRIMA DESCE.

DO LADO DE CÁ, FICO ENCANTADA
VIAJO... ESTOU NO VATICANO
DO LADO DE LÁ, SOU MÃE 'DELES'
SOU IRMÃ, SOU A TIA OU AMIGA
QUE SOFREU, QUE CHOROU
MEDIANTE O DESENGANO.

QUE MAL FIZERAM OS MENINOS DA CANDELÁRIA???
E, SE O FIZERAM, MERECERIAM TAMANHA ATROCIDADE???


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Imagem em frente à Igreja da Candelária (Rio de Janeiro), onde há 22 anos foram mortos em uma chacina 8 crianças e adolescentes, com tiros na cabeça ou nas costas, enquanto dormiam, durante a madrugada.

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O Estatuto da Criança e do Adolescente, que completou 23 anos em 2013, estipula em seu art. 4º: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.


A Anistia Internacional acompanha há décadas as investigações sobre a Candelária e outras chacinas, lembrando as autoridades de que todos aqueles suspeitos de responsabilidade criminal ou de violações de direitos humanos devem ser levados à justiça; apoiando os sobreviventes e os parentes das vítimas; monitorando avanços e obstáculos à efetivação da justiça e dos direitos humanos no Brasil, que o Estado tem falhado, sistematicamente, em assegurar.

A persistência da violência policial – ou daqueles que parecem agir com a autorização, apoio ou consenso do Estado – contra jovens, em particular negros e pobres, ressalta a importância de que as execuções extrajudiciais cometidas pela polícia sejam investigadas de forma imediata, imparcial, independente e julgadas por tribunais civis. A Anistia Internacional defende ainda que a formação e a capacitação das forças policiais sejam totalmente reestruturadas e estejam baseadas nos princípios dos direitos humanos, reconhecendo o direito à vida de todos e todas, em especial daqueles que vivem nas periferias e favelas das cidades.
Anistia Internacional


Interior da Igreja da Candelária.

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