quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lágrimas que o vento não secou


Me aproximei para pedir-lhe uma informação. O entardecer já estava próximo. Avistei algumas (nos arredores) um grupo de crianças tangendo um rebanho de pequenas ovelhas e cabritos. Certamente eram seus netos, os mesmos ainda pequenos já auxiliavam como guardiões daqueles animais no fim de mais um dia de trabalho. E aquele, sem dúvidas, era o rito habitual. No campo é assim, até as crianças tem suas tarefas cotidianas. Difícil era alguém crescer sem gostar de trabalhar, sem responsabilidade.
Mas o que me tocou foi aquele rosto, quando olhou para mim, ao lhe pedir informação sobre um endereço que eu estava à procura. Observei que suas lágrimas desciam em torrente e se misturavam às roupas que eram recolhidas do varal àquela hora da tarde. Sua imagem de mulher sofrida, oprimida lhe davam bem mais em idade do que realmente tinha. Não tive coragem de lhe perguntar algo mais. Apenas agradeci o favor e dali me afastei comovida e preocupada. À noite, várias vezes vieram em meus pensamentos a figura da mulher, cujas lágrimas o vento não secou.
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Apenas (eu) uma mulher como outra qualquer!
Desculpem, estou com dificuldades para escrever e 
publicar!

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