terça-feira, 19 de maio de 2015

UMA NOVA IDEOLOGIA DO SEXO.


Saiba como a pornografia, através de exposições cada vez mais agressivas e antinaturais, está criando a cultura do estupro


A pornografia está em alta. Cinquenta tons de cinza, a adaptação do drama erótico
 de E.L. James para o cinema, arrecadou nada menos que US$ 500 milhões 
de dólares em bilheteria. Com o sucesso, uma sequência do filme já está
 em fase de negociações. Mas não para por aí. Uma série de longas no mesmo 
estilo deve ser lançada em breve. After, uma espécie de versão adolescente do 
livro de James, é um dos mais aguardados. Embora se passe em um colégio
, o enredo é exatamente o mesmo: uma jovem virgem que se entrega aos caprichos
 sexuais do namorado.
A razão para o sucesso de filmes, livros e outros produtos com alto teor sexual pode
 ser atribuída a vários fatores. Entre eles, à so called Liberdade Sexual. Nunca 
se falou tanto sobre sexo como nos dias de hoje. Essa banalização, porém, tem 
gerado muitas controvérsias, sobretudo no que diz respeito à juventude. Um artigo 
publicado pelo jornal britânico The Telegraph traz dados alarmantes sobre as 
consequências da pornografia para os mais jovens. "A pornografia mudou o 
panorama da adolescência para além de qualquer reconhecimento", afirma o jornal.
 Dos aspectos mais preocupantes, o artigo destaca o aumento das relações anais. 
"O sexo anal", escreve a articulista Alisson Pearson, "tornou-se padrão entre os
adolescentes agora". Alisson cita alguns estudos que mostram como práticas do
 tipo causam sérios problemas emocionais e distúrbios psicológicos, principalmente 
nas mulheres. E conclui: "Nós precisamos educar e encorajar nossas filhas a 
lutar contra a pornografia".
Há, além disso, outro agravante ainda mais perigoso. O universo pornográfico 
está criando "uma nova ideologia do sexo, em que as mulheres são objetos
 para serem abusados e consumidos e os homens, agressores sexuais,
 que usam garotas e mulheres para obterem o máximo de prazer possível"
É o que alerta Jonathon van Maren, do LifeSiteNews. Em sua coluna, Maren
 relaciona a pornografia ao desenvolvimento de um comportamento violento, 
baseado na lógica do estupro. Segundo o colunista, o sexo anal, em todas as 
suas variedades mais agressivas, é frequentemente apresentado pela mídia 
pornográfica como uma via autêntica de prazer. Não é nenhum exagero. A esse 
respeito, basta pensar no carnaval que se fez anos atrás, quanto à declaração 
de uma famosa cantora, considerada modelo para os jovens. Com efeito, os 
rapazes tendem a querer imitar tais relações com suas namoradas. Elas, por sua 
vez, sentem-se coagidas a aceitar.
Dados como esses nos obrigam a questionar alguns aspectos da cultura em 
voga, marcada sobretudo pelo niilismo. Ora, o desregramento sexual é 
desaconselhado desde antes do cristianismo. Em seus escritos, Aristóteles
 indica a busca das virtudes como condição sine qua non para o alcance da vida
 boa, isto é, a felicidade suprema [1]. O ser humano, ensinava, deve controlar 
seus desejos pelo bem maior. E o motivo é evidente: a libertinagem sexual não 
somente mata a capacidade de amar, como desfigura a natureza do ser 
humano e da sociedade. Primeiro, porque se trata de atitudes que não visam o 
bem comum. Ao contrário, o outro é considerado apenas como objeto 
de prazer. É descartável. Segundo, porque se trata de práticas governadas pela 
ilusão; prendem o indivíduo em um mundo de fantasias e desejos ilusórios. 
A realidade, por conseguinte, torna-se um fardo. Isso por si só mostra o quão 
equivocada está a ideia por trás daliberdade sexual. Essa liberdade é falsa. Não 
existe liberdade quando o homem se torna refém de suas paixões. Não 
existe liberdade quando se fere a dignidade alheia em nome do próprio 
prazer
.
Aliás, não se pode deixar de ressaltar um ponto importante nesta questão. Todas 
as vezes que a Igreja se posiciona quanto à sexualidade, logo ela é acusada
 de moralista e castradora. O ensinamento dos papas, dos santos e, em última 
análise, do próprio Cristo, é ridicularizado, ora por artigos pseudo acadêmicos, ora 
por programas de nível duvidoso. Os frutos da revolução sexual, porém, mostram 
o que, de fato, não é novidade alguma: a moral católica está certa. Está certa 
porque valoriza o homem em todas as suas dimensões, ordenando a sexualidade 
segundo sua reta natureza. Não é o caso da pornografia. Está certa porque defende
o primado do amor contra os abusos da concupiscência. Também não é o caso da 
pornografia. E a mídia secular, vimos, já não pode dissimular isso.
Qualquer pessoa honesta e boa de juízo consegue perceber algo de profundamente
 perverso em um material que induz à violência, ao desprezo pelo semelhante,
 ao prazer a qualquer custo. Por mais que nos acusem de moralismo, o óbvio é
 irrefutável: a pornografia está gerando a cultura do estupro. Esse é, sem dúvida
o fruto mais podre da revolução sexual. 


Por Equipe Christo Nihil Praeponere
"Semeando a Paz"

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