Porque a renovação do Papa Francisco não pode parar


«Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos» (Mt 20,16).
«Aos pobres os lugares de honra do concerto no Vaticano», ordena o Papa Francisco

As reformas do Papa Francisco continuam imparáveis. Assim se vai fazendo o caminho com verdade e consistência evangélica. Aconteça o que acontecer, muita coisa jamais será como antes. Não pode ser, porque a semente da mudança rebenta pujante perante o coração da humanidade. Deus não é propriedade de ninguém, veio para todos e todos são convocados para a mesa do banquete do amor. Não há maior reforma do que esta que o Papa está a fazer… E com ela envergonha meio mundo dentro e fora da Igreja. O quanto deve doer ao mundo que «produz pobres» este exemplo que faz dos pobres os protagonistas da história...
O concerto, intitulado «Com os pobres e para os pobres», vai ocorrer quinta-feira, dia 14 de maio, na Aula Paulo VI. Ou seja, naquela mesma Aula onde aos 22 de junho de 2013 se consumou um pequeno incidente. Num concerto organizado para o ano da fé, Francisco, no último momento, não foi ao evento, por «motivos improrrogáveis», a sua poltrona ficou vazia todo o concerto.
Sob a batuta do maestro Daniel Oren sob ao palco a Orquestra Filarmónica Salertiana «Giuseppe Verdi» e o coro da diocese de Roma dirigido por monsenhor Marco Frisina. Fá-lo-ão para manter as obras de caridade do Pontífice, com o patrocínio da secretaria apostólica de esmolas, do pontifício Conselho da Cultura para a Nova Evangelização e pela fundação São Mateus do cardeal Van Thuan.
Os bilhetes de ingresso serão gratuitos, mas a todos os presentes, lê-se no convite, «será dada a possibilidade de contribuir com ofertas voluntárias que serão integralmente devolvidas ao Setor de Esmolas».
Os sem-teto são os hóspedes ilustres do evento. Serão convocados através de associações de voluntariado que operam no território: a Caritas diocesana de Roma, o Grande Priorado de Roma, a delegação de Roma do Soberano Militar Ordem de Malta, o Círculo São Pedro, a Comunidade Santo Egídio e o Centro Astalli.
Explicam os organizadores: «Ocuparão na Aula os postos de honra e, junto a eles, segundo os ensinamentos do Papa, serão convidadas famílias, anciãos e jovens de todas as paróquias romanas, em particular aqueles que nas periferias da cidade vivem em pobreza material e espiritual com o augúrio de que para eles, como para todos aqueles que participarem, esta tarde festiva represente uma semente de confiança e de esperança para o futuro». 
Mais uma vez o Papa mostra a toda a Igreja e ao mundo, que desmoronaram os castelos e que Vaticano não é um castelo reservado à elite, turistas, fiéis ou curiais que sejam. É a casa de todos, o centro de uma Igreja sinodal no governo, mas também em sua essência. Já há poucas semanas o Papa havia aberto as portas dos museus e da capela Sistina a uma visita privada reservada aos sem-teto. E assim ele faz no próximo dia 14 de maio, quando aquela Aula, onde até a algum tempo ocorriam concertos com lugares reservados aos poderosos e 'auto blu' incorretamente estacionados na Praça São Pedro, se abre aos necessitados que vivem sob as colunatas de Bernini, os pórticos da via della Conciliazione, as ruas de Burgo Pio.
 Baseado na notícia do «Instituto Humanitas Unisinos»
Por: José Luís Rofrigues

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