domingo, 29 de março de 2015

As rosas não morrem, enquanto


Sempre tão requisitadas,
Desabrochais nos canteiros,
Nas ruas junto às calçadas

Ou mesmo em volta das casas,
Benditas e iluminadas
Iguais aos amores primeiros,
Admiradas, cobiçadas
Entre outras flores que despertam
Sob o brilho do amanhecer.

A ação do amigo tempo,
A beleza que lhes foi dada,
Também lhes será roubada.

Mas enquanto houver no mundo
Um poeta jardineiro,
Desses que catam palavras, 
E depois semeiam versos
Como sementes no canteiro,
De ágeis mãos à cultivá-las,
Há...
que restaurar seus encantos,
reproduzir seu perfume
e preservar-lhes a beleza!

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