terça-feira, 27 de maio de 2014

“Quarenta Dias” o mais novo livro de "Valéria"

A escritora Maria Valéria Rezende volta a Guarabira para lançar seu mais novo livro “Quarenta Dias”


livroA escritora Maria Valéria Rezende estará em Guarabira para lançar de seu mais novo livro. O lançamento ocorre dentro da programação as Semana de Arte e Cultura de Guarabira realizada pela Prefeitura Municipal e Universidade Federal da Paraíba, nessa terça-feira dia 27 de maio, às 18 horas, no Centro de Documentação, localizado no centro da cidade.
Maria Valéria Rezende é uma das fundadoras do Serviço de Educação Popular, uma organização não governamental com 33 anos de atuação na região do brejo paraibano. Nasceu em Santos, São Paulo, onde viveu até aos 18 anos. Em 1965 entrou para a Congregação de Nossa Senhora – Cónegas de Santo Agostinho. Dedicou-se sempre à Educação Popular, primeiro em São Paulo, e a partir de 1972 no Nordeste, vivendo em Pernambuco e na Paraíba, no meio rural, até se fixar em João Pessoa, onde vive atualmente. Em 2001 publicou o livro de contos, Vasto Mundo, e em 2005 O Vôo da Guará Vermelha, o seu primeiro romance.
Valéria Rezende sempre foi respeitada e admirada pela suas qualidades como educadora popular, militante dos Direitos Humanos e agora como escritora, consolidada no cenário literário brasileiro. Segundo a escritora é sempre muito bom voltar à cidade de Guarabira, onde fica o SEDUP, uma das organizações que ajudou a erguer e onde atuou como educadora e militante dos Direitos Humanos e muitas memórias e amigos por quem nutre muito afeto.
O livro Quarenta Dias é um novo romance que conta a história de Alice, uma mulher de cerca de 60 anos, viúva de um desaparecido político e professora de línguas que levava uma vida organizada na capital da Paraíba e se vê obrigada a abrir mão de tudo porque a filha, que morava no Sul, queria ter um filho e precisava da ajuda da mãe.
TRECHOS SELECIONADOS
“E aqui estou vomitando nestas páginas amareladas os primeiros garranchos com que vou enchê-las até botar tudo para fora e esconjurar toda essa gente que tomou conta de mim e grita e anda para lá e para cá e chora e xinga e gargalha e geme e mija e sorri e caga e fede e arenga e escarra e morre e ressuscita sem parar
(…)
“Já enchi páginas e não achei o começo. Deixe de embromar, Alice, confesse que o broto desse espinheiro que cresceu dentro de você foi a revelação do egoísmo da sua filha.”
(…)
“Em resumo, o certo para ela é que eu, afinal, já tinha chegado ao fim da minha vida própria, agora o que me restava era reduzir-me a avó.
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