sexta-feira, 30 de maio de 2014

O PAPELEIRO


                           


Por uma rua
do quarto distrito
que eu transitava
todo santo dia,
na década passada,
cruzava um papeleiro,
e seus três cachorros,
conduzindo a informalidade
na direção do depósito
de recicláveis.
O homem aparentava
um ar de contentamento
que eu não percebia
nas outras pessoas,
profissionais estruturados
na gradação do trabalho.
Um dia, de repente,
ao atravessar um terreno baldio
me deparei com um casinha  de lata
e lá estava o papeleiro
conversando com seus três amigos...
Ontem à tarde, caminhava
tomando meu chimarrão,
abstraído do mundo,
perambulando a esmo,
despertei com um som singelo
vinda da casinha de lata.
 O papeleiro tocava
uma gaita de boca
para seus cachorros
e seus gatos...
******************
Obrigada, querido amigo Dilmar, 
por compartilhar sua inspiração maravilhosa. 
Abraços do Nordeste!

                                     

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