Menina sequestrada na Nigéria diz que reféns sofrem até 15 estupros diários

Nigéria suspeita que as meninas foram divididas em grupo pelo país

Uma das meninas sequestradas na Nigéria, supostamente pelo grupo islâmico radical Boko Haram, que conseguiu escapar denunciou que as reféns mais jovens são vítimas de até 15 estupros por dia, segundo o portal local "The Trent".



A menor, uma das dezenas de meninas que foram raptadas em 14 de abril em uma escola de Chibok, no nordeste da Nigéria, afirmou que devido a sua virgindade ela foi entregue como esposa a um dos líderes da seita.
Segundo seu depoimento, os sequestradores obrigaram as meninas a se converterem ao islamismo e ameaçavam degolá-las se negassem fazer sexo ou não seguissem suas instruções.

Após serem sequestradas no colégio, as crianças (dezenas das quais seguem em cativeiro) foram levadas a um campo da milícia fundamentalista na floresta de Sambisa, no estado de Borno, no norte do país e base espiritual e de operações do grupo.

Sequestro de jovens na Nigéria51 fotos

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12.mai.2014 - Em vídeo divulgado pelo grupo radical Boko Haram, que sequestrou mais de 200 jovens na Nigéria, as meninas feitas reféns vestem hijabs (trajes tradicionais islâmicos) enquanto conversam em local desconhecido. Segundo um porta voz do grupo, elas se converteram ao Islã e só serão libertadas se o governo trocá-las por militantes presos Leia mais AFP
O governo da Nigéria descartou que as mais de 200 estudantes sequestradas pela milícia radical Boko Haram estejam na floresta de Sambisa, refúgio e base de operações do grupo armado, e suspeita que as meninas possam ter sido divididas em vários grupos distribuídos por todo o país.
Arte UOL
"Não há indícios que demonstrem que nossas meninas ainda estão na floresta. Também não há indícios de que tenham sido levadas do país", disse o ministro da Informação, Labaran Maku, em entrevista transmitida ontem à noite e reproduzida nesta terça-feira (20) pelo jornal local "The Punch".
Os trabalhos de busca do exército nigeriano, apoiado por equipes internacionais, concentraram-se na floresta de Sambisa, no Estado de Borno, no norte do país, para onde se suspeitava que tinham sido levadas as menores após o sequestro. Ao não se encontrar nenhuma pista que demonstrasse que as estudantes estavam na região, o ministro afirmou que "há possibilidade de que as meninas tenham sido divididas em grupos e que se encontrem em várias zonas do país"
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