quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mães, pais, padrastos... ou "monstros"?



MÃES CONIVENTES, PAIS, PADRASTOS, PESSOAS VIOLENTAS, CRIANÇAS MORTAS


Até certo ponto é compreensível quando padrastos não convivem de forma harmoniosa com filhos de sua companheira ou esposa. Para mulheres "habilitadas" a viver uma nova relação, deve ou pelo menos deveria ser uma preocupação a mais a "escolha" daquele que ocupará o lugar do "pai" de seus filhos. É lamentável que muitas não levam isso a sério e acabam se envolvendo com pessoas, em primeiro lugar sem caráter, sem amor, sem respeito, sem Deus.
Colocar "qualquer um" para morar em casa (nesse e em outros casos) junto com os filhos, crianças ou adolescentes principalmente, significa expor esses menores  a  sérios riscos. Não deveria, em primeiro lugar ser levado em consideração apenas o lado afetivo, as paixões que muitas vezes produzem uma certa "cegueira", onde a mulher se torna conivente do companheiro, enquanto o mesmo agride ou pratica outros crimes contra os incapazes.
Onde está o amor de mãe, nesses momentos? Como uma mãe pode justificar o silêncio, a falta de atitude, sabendo que dentro de sua própria casa, seus filhos sofrem violência? Ainda que seja do próprio pai, não é compreensível que uma pessoa que teve o poder de gerar a vida em seu ser, se torne indiferente, insensível e, em nome de um amor, talvez doentio, cego, irresponsável, mantenha o silêncio, nem que seja por temer à represálias por parte do mesmo. Há muitas formas de se denunciar esse e outros tipos de crime.

Jamais deveria pagar com a própria vida, quem não pediu para nascer, quem não tem nenhuma culpa pelos desajustes entre os pais e nem tão pouco sabe ainda se defender. Crimes contra crianças e adolescentes, incapazes, deveria ser classificado como crime hediondo e receber da legislação severas punições.
Mães deveriam ter olhos de águia para estar atentas a quaisquer formas de abusos contra seus filhos, por parte de quem quer que seja.

Não bastam existir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nem tão pouco os Conselhos Tutelares, a violência intrafamiliar ou de qualquer outra forma precisa ser denunciada. Mediante conivência da mãe ou de alguém responsável pela guarda dos menores, outras pessoas, se tiverem conhecimento ou se apenas "suspeitarem" podem e devem denunciar o quanto antes, melhor!

É sabido também que além da falta de vocação para ser mãe de verdade, a mulher pode ser alguém desinformada, com pouca escolaridade, dependente também economicamente do companheiro e temer represálias, mas ainda assim, acho inconcebível a falta de sensibilidade, de empatia mediante a dor, o sofrimento e até a morte desses pequenos. Nada disso deve constituir "desculpa" para que a denúncia deixe de ser feita, pelo menos anonimamente.
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A mãe de Cauã (foto), de seis anos, violentado e espancado até a morte nessa semana, falou que não se arrepende nada.

Só um simples texto.
Aparecida Ramos
(Ísis Dumont)

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