Miséria volta a crescer após uma década

Aumento é de 3,7% em 2013 é a primeira alta da série histórica do indicador, com início em 2004

 Depois de uma década de queda na miséria, o número de brasileiros que vivem em condição de extrema pobreza voltou a crescer em 2013.
O Brasil tinha 10,08 milhões de miseráveis em 2012, contra 10,45 milhões um ano depois, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O aumento é de 3,7%.

Para a realização do cálculo apresentado, o Ipea levou em conta o número de indivíduos extremamente pobres com base nas necessidades calóricas.
Isto é, pessoas que tem renda insuficiente para consumir uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para se alimentar de forma adequada, de acordo com recomendações da FAO e da OMS. A conta estima diferentes valores para 24 regiões do país.

Esta é a primeira alta da série histórica do indicador, com início em 2004.
Desde 2003 – quando o Brasil possuía 26,24 milhões de pessoas na miséria, o número de miseráveis caía continuamente, chegando a uma queda de 61% até 2012. Os dados que constam no banco de dados públicos do Ipea, foram atualizados em 30 e 31 de outubro.

QUEDA
Enquanto a miséria aumenta, o número de pessoas pobres caiu de 30,35 milhões em 2012 para 28,69 milhões no ano passado, sendo uma redução de 5,4%.
O estudo considera pessoas pobres aquelas que tem renda equivalente ao dobro da linha da miséria. A última vez que esse número subiu, para 61,81 milhões, pelos cálculos do Ipea foi no ano de 2003, ou seja, nos últimos dez anos esse número vem diminuindo. Os dados estão disponíveis no sistema IpeaData desde o dia 30 de outubro.

DEFINIÇÃO
Uma segunda definição de miséria é estabelecida pelo decreto do plano Brasil sem Miséria – nele, a renda familiar de até R$ 77 por mês, per capita, é o limite da extrema pobreza no país. Por esta estimativa, os dados do Ipea mostram que a proporção de miseráveis, em relação a outras faixas, cresceu de 3,6% para 4%.

Jornal Corporativo

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