terça-feira, 18 de novembro de 2014

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[Filosofia]  Alemães e Judeus


   [ESPAÇO DA FILOSOFIA]
    ALEMÃES E JUDEUS

Há vinte e cinco anos caia o Muro de Berlim. Há razões de sobra para que a data seja comemorada. A Alemanha foi unificada. Os alemães não estão mais separados de seus familiares e amigos. O regime sobre o qual passaram a viver depois desse acontecimento é democrático. Na Alemanha Oriental o regime comunista limitava as suas vidas.
 Nos anos de 1945 a 1989 os alemães que residiam nas duas partes da cidade puderam fazer um balanço do fato histórico que os levou à Berlim dividida, qual seja, a insensata declaração de guerra à Polônia pela Alemanha, que deu ensejo à deflagração da Segunda Guerra Mundial. O muro de Berlim foi consequência dessa guerra.
O muro, que foi levantado pela antiga União Soviética, modificou a vida dos alemães das duas partes de Berlim; além do isolamento, houve uma ruptura cultural entre eles. A quota mais amarga dessa divisão coube à Berlim Oriental em razão do regime político, que a sua população teve de submeter-se.
Os alemães que viveram sob o regime comunista certamente não esquecerão mais essa fase nebulosa de suas vidas. Esse período deve ter servido para suas reflexões sobre a barbárie cometida pela Alemanha Nazista contra o povo judeu. Se os alemães ainda não aprenderam a lição sobre a inviabilidade da pretensa superioridade de sua raça, terão que suportar o inevitável sentimento de frustração. Os próprios fatos históricos dizem ser sem propósito o ideal da pureza da raça ariana.
A divisão da Alemanha, e depois a queda do Muro de Berlim, constituem-se em registros históricos com grandes diferenças de outro registro da História: o Holocausto. A Alemanha torturou e matou seis milhões de judeus, com crueldade sem precedentes na História, em cujo período inexistiu valores éticos e morais e contribui para a morte de quase sessenta milhões de pessoas de outros países. 
Nos dias que correm, espera-se que as novas gerações da Alemanha capitalista e democrática tenham se conscientizado de que o ideal da raça ariana pregado por Hitler morreu com ele. Espera-se também que o Estado de Israel imponha-se com a sua força moral, política e militar para que o Holocausto fique apenas na História e na memória da Humanidade.

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Um comentário:

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