segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Dilma Rousseff fala ao Senado para se defender; acompanhe



Ministro Ricardo Lewandowski, senador Aécio Neves e Dilma conversam no plenário do Senado

A presidente Dilma Rousseff apresentou aos senadores nesta segunda (29), em um discurso de 45 minutos e meio, sua defesa pessoalmente durante sessão do processo de impeachment.
A previsão era que ela falasse às 9h, mas a sessão foi só aberta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, às 9h42. Dilma iniciou sua fala às 9h53.
Ela afirmou que não cogitou renunciar, disse que "a traição, as agressões verbais e a violência do preconceito" a assombraram, "mas foram sempre superadas pela solidariedade, apoio e disposição de luta de milhões de brasileiros".
Dilma fez um apelo final. "Não aceitem um golpe que em vez de solucionar, agravará a crise brasileira".
"Peço que façam justiça a uma presidente honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal. Votem, sem ressentimento, o que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos nós sentimos pelo país e pelo povo brasileiro", afirmou.
"Peço que votem contra o impeachment e pela democracia", concluiu. Em seguida, foi muito aplaudida pelos apoiadores presentes. Na sequência, ela responde a perguntas dos senadores.
Dilma está afastada há quase quatro meses, desde que o Senado aceitou o processo e Michel Temer assumiu interinamente a Presidência. Ele diz já ter os 54 votos mínimos necessários para ser confirmado no cargo.
A petista é acusada de editar, em 2015, decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais".


acompanhe

  • Senador tucano questiona Dilma sobre compra da refinaria de Pasadena
    38° senador a falar, Flexa Ribeiro (PSDB-PA) perguntou a Dilma sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
    Durante a questão, afirmou que a presidente afastada não tinha conhecimento dos pareceres técnicos sobre o tema e, mesmo assim, autorizou —comportamento que, segundo ele, difere do que Dilma alega adotar na presidência.
    "A senhora disse que só assina decretos com os devidos pareceres de áreas técnicas, mas assinou a compra da refinaria de Pasadena sem ter conhecimento dos pareceres. Em qual dessas Dilmas o povo deve acreditar?", perguntou.
    Dilma não respondeu. "Não posso responder essa questão porque ela confunde datas e não diz respeito ao assunto deste julgamento."

  • Três senadores desistem de perguntas; dez parlamentares ainda vão questionar Dilma
    Roberto Rocha (PSB-MA), Rose de Freitas (PMDB-ES) e Telmário Mota (PDT-RR) abriram mão de questionar Dilma Rousseff.
    Com a desistência dos três senadores, restam dez parlamentares para questionar Dilma Rousseff —Ricardo Lewandowski projetou o final das perguntas para 23h30.
    Agora fala o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

  • Braço direito de Dilma, Giles Azevedo nega que apoiadores tenham jogado a toalha
    Giles Azevedo disse à Folha que Dilma "está cumprindo com o que se comprometeu", que seria, em seu discurso, "colocar as questões principais sobre o momento histórico que o país está vivendo, esse objetivo foi atingido".
    Giles negou que o grupo ligado a Dilma tenha jogado a toalha. "Aqui não é jogo jogado porque há vários senadores que podem reavaliar a situação. Se achássemos que era jogo jogado, não estaríamos aqui". Giles mencionou Kátia Abreu e Armando Monteiro como senadores que estão empenhados, junto com petistas, " a conversar com os senadores até o momento do voto".

  • Dilma nega ter quebrado a Constituição ao assinar decretos de crédito complementar
    Respondendo ao senador Reguffe (sem partido-DF), Dilma Rousseff negou ter violado a Constituição quando assinou decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso.
    "Ninguém pode descumprir a constituição do país, muito menos um presidente. Nem um senador. É a Constituição que garante que nós tenhamos uma vida democrática e ao mesmo tempo civilizada", disse Dilma.
    "Ocorre que a cada ano o Congresso aprova uma Lei Orçamentaria. Essa lei diz, no seu artigo 4, que fica autorizada a abertura de créditos suplementares desde que as alterações promovidas na programação orçamentária sejam compatíveis com a obtenção da meta de resultado primário", afirmou.
    De acordo com a presidente afastada, esse é o caso dos três decretos que aprovou, cujas verbas eram destinadas para a educação, para o poder Judiciário e para "outros pequenos gastos".
    "Se criminalizarem dessa forma incorreta, eu asseguro que vai ter uma consequência direta: o gestor, em vez de colocar a meta que ele deve perseguir, ele não vai fazer isso. Vai fazer uma meta frouxa. Ao fazer isso, ele não precisa mais recorrer ao parlamento", disse Dilma.  Leia mais:  http://aovivo.folha.uol.com.br/2016/05/25/5015-aovivo.shtml

  • Facebook»


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eles estão caçando gays