terça-feira, 12 de abril de 2016

PP e PRB anunciam apoio oficial a impeachment e enfraquecem base de Dilma


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Image captionDecisão do partido de Celso Russomano enfraquece base da presidente Dilma
Enquanto todos os holofotes da imprensa e do governo se preocupavam com a decisão do PP pela permanência ou não na base aliada, o PRB, de Celso Russomanno e outros 21 deputados federais, decidiu por unanimidade pelo apoio ao afastamento da presidente Dilma Rousseff.
A informação foi dada por deputados do partido à BBC Brasil logo após reunião discreta na Câmara dos Deputados - e confirmada em seguida pela liderança do PRB. O partido decidiu "fechar questão" pelo impeachment, o que significa que os deputados que não obedecerem à decisão receberão punições, incluindo eventual expulsão da legenda.
Em encontro conduzido pelo pastor da Igreja Universal e presidente do partido, Marcio Ribeiro, o PRB decidiu que todos os seus membros são obrigados a apoiar o afastamento da presidente.
Com a decisão, 9 deputados que se apresentavam com posição indefinida - e eram disputados, um a um, pelo governo petista - passaram a engrossar o coro dos que pedem o afastamento. Entre eles, está o cantor Sérgio Reis (SP), também filiado à legenda.
"O PRB tem um corpo técnico e jurídico muito consistente", disse à BBC Brasil o deputado Lindomar Garçon - que até esta terça-feira se apresentava como "voto indefinido".
"Estava esperando a decisão do partido. Eles leram todo o parecer da comissão (especial de impeachment) e recomendaram o afastamento."
O PRB também conta com um senador, o carioca Marcelo Crivela (RJ), que comandou o ministério da Pesca no primeiro governo Dilma e agora também defende seu afastamento.

PP volta atrás

Para que o processo de impeachment tenha prosseguimento no Congresso, são necessários 342 votos a favor do impedimento. Se o número for alcançado, a pauta segue para votação entre os senadores. Se não, a presidente é mantida no cargo.
O principal motivo de preocupação para o governo durante todo o dia foi a longa reunião a portas fechadas do PP, que voltou atrás em seu apoio à presidente e engrossou o coro dos que defendem o impeachment.
O partido de Paulo Maluf (SP), entretanto, não fechará questão - o que indica que alguns deputados da legenda ainda apoiarão a presidente.
O PP reúne a quarta maior bancada da Câmara, com 47 deputados federais. Destes 31 votaram pelo afastamento, 13 contra, dois se declararam indecisos e faltaram à reunião.
A jornalistas, o presidente do partido, Ciro Nogueira, disse que todos os membros que ocupam cargos no governo foram orientados a entregá-los. É o caso do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.
Ex-ministro das Cidades de Dilma, Nogueira defendia a permanência do partido na base do governo, mas enfrentava resistência entre parlamentares.
Em entrevista à BBC Brasil, um dos principais nomes do PP, o deputado Paulo Maluf, chegou a classificar Nogueira como "ditadorzinho do Piauí", alegando que a base do partido não havia sido consultada na decisão de continuar ou não apoiando a presidente.
BBC

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