Morte fascinante




Exprimir uma rubra loucura inexprimível
Um relato em breves instantes de eternidade
Mateus assim descreve um poema encarnado
A primeira vista uma semelhança dramática
Sob o prisma da demência incompreensível

As trevas que cobrem a superfície da terra
Apagam-se as luzes do teatro do calvário
Deixando o cenário em terrível escuridão
A principio um castigo pela morte violenta
Haja luz! Início da vida, o brilho da palavra

Um grito angustiante na gélida solidão
Ouviu-se: Meu Pai, por que me abandonaste?
Refletores no rosto, atenção na expressa dor
A cruz tem conotação de aparente sofrimento
Em vez de ser expressão suprema do amor

Derruba-se o obstáculo entre pecado e perdão
De fato, não há argumento na ação teológica
A escravatura é abolida, desfaz-se velho pacto
Dá lugar à comunhão na força do sangue
O caminho é encurtado, prevalece a esperança

Não foi por vingança que a terra tremeu a rocha
A fenda hoje visível, é a reprovaçãoda injustiça
Sentiu as dores de parto e ergueu sua revolta
Mas a morte desmente um desfecho óbvio
Ela gerou não a si mesma, mas a ressurreição


James Assaf

(Inspirado no livro:A fascinante morte de Jesus)
(José H PradoFlores & Ângela Chineze).
 Feliz Páscoa no Senhor!

Recebi por e-mail, do escritor/poeta recantista james assaf, a quem agradeço a excelente postagem.

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