segunda-feira, 31 de março de 2025

IRREGULARIDADES NO PÉ-DE-MEIA / ATO ESVAZIADO / COMBATE AO CRIME | OS PI...

De volta mais uma vez...; passaram-se 52 dias até aqui



Não, não deve ser verídica a informação sobre o 'relógio do tempo', que ele está acelerado... Não acredito. Será que somente eu tenho essa opinião? 
O Sol é o mesmo do tempo em que, quando criança, via meus avós se orientarem (com relação ao horário durante o dia) pela posição do astro-rei. É impressionante, para alguns talvez absurdo, pensando isso nos dias atuais, mas havia uma janela na cozinha da casa onde eles moravam, localizada no lado Leste ou Nascente. Era por aquela janela que entrava a luz do Sol até determinado momento do dia.  Ainda consigo visualizar a cena: meus avós conversando sobre determinada viagem ou compromisso, falando que já estava um pouco tarde, que precisavam se apressarem porque a sombra da luz já alcançara uma certa distância no chão, que indicava está próximo do meio dia. Outras vezes diziam: "Já está caminhando para as três ou quatro horas da tarde". O fato é que eles tinham tempo para tudo, e ainda sobrava.
Nossa!! Quantas experiências, quantas vivências,  e sabedoria (de vida) haviam neles.  Outra coisa, havia virtude 'demais' para apenas duas pessoas.  Virtudes que eles partilhavam com ações, através de conselhos, de orientações com seus filhos e netos. E eu tive o privilégio de conviver com meus avós (maternos) durante quase uma década, período de minha adolescência e juventude. Quisera que todos que tiveram a oportunidade de está na companhia deles, tivessem aprendido e colocassem em prática pelo menos um pouco daquilo que eles, tão bem, souberam nos transmitir.
Atualmente, sabemos o quanto o tempo urge, o quanto atropelamos "nossas agendas", tendo em vista que, por acumular responsabilidades, às vezes, por não calcular corretamente o tempo, a rotina fica apertada, por fim, termina-se deixando algum compromisso pendente. E, quando isso acontece, quase sempre fica uma sensação ruim, de frustração etc. Essa realidade nos impõe a necessidade de se recalcular o tempo, ou seja, é urgente e prudente reaprender a utilizar cada fatia desse mesmo tempo. para se fazer bem e com mais qualidade e em menos tempo aquilo que estamos fazendo.
Há, no entanto um porém: dizem, e eu já ouvi algumas vezes, que as pessoas que têm menos tempo, são aquelas que aceitam responsabilidades, porque as que têm tempo de sobra gostam mesmo é de viver desocupadas. Até certo ponto, isso faz sentido realmente, mas não vale como regra. Por aqui onde moro já testemunhei casos dessa natureza.


Talvez eu esteja sentindo a necessidade de dinamizar, de gerenciar melhor o meu tempo.


Muito grata pelas leituras e  visitas sempre bem vindas a este cantinho de amor e palavras.
Estejam em paz, Caríssimos!
Vocês são todos preciosos para mim, apesar de não nos conhecermos, a grande maioria, pessoalmente.
Um beijo em seu coração e um abraço enorme.
Aparecida Ramos

domingo, 9 de fevereiro de 2025

O livro escrito com IA que deixa profissionais criativos 'aterrorizados'

 

A jornalista da BBC Zoe Kleinman ganhou de presente de Natal seu próprio livro, escrito por inteligência artificial

  • Zoe Kleinman
  • Role,Editora de tecnologia da BBC News
  • Twitter,

Recebi de uma amiga no Natal um presente bastante curioso: meu próprio best-seller.

Tech-Splaining for Dummies (algo como "Explicando a Tecnologia para Leigos", em tradução livre) traz meu nome e minha foto na capa, além do ótimo título e elogiosas resenhas.

Mas ele foi inteiramente escrito por inteligência artificial (IA), baseado em algumas informações simples sobre mim, fornecidas pela minha amiga Janet.

A leitura é interessante e inclui algumas partes muito engraçadas.

Mas o texto também inclui muitos rodeios. Ele parece uma mistura de um livro de autoajuda e uma série de episódios curiosos.

O livro imita meu estilo tagarela de escrever, mas também é um pouco repetitivo e muito prolixo.

A IA pode ter ido além das informações de Janet e coletado outros dados sobre mim.

Diversas frases começam com "como uma das principais jornalistas especializadas em tecnologia..." Pobre de mim! Aquilo pode ter sido copiado de alguma biografia online.

O livro também inclui repetidamente uma misteriosa alucinação sobre meu gato (na verdade, não tenho animais de estimação). E quase todas as páginas trazem uma metáfora — algumas são mais aleatórias do que outras.

Dezenas de empresas online oferecem serviços de redação de livros com IA. Meu livro veio da BookByAnyone.

Entrei em contato com o CEO (diretor-executivo) da empresa, Adir Mashiach, que vive em Israel.

Ele conta que já vendeu cerca de 150 mil livros personalizados, principalmente para os Estados Unidos, desde junho de 2024. Até então, ele compilava guias de viagem gerados por IA.

Uma cópia impressa do seu próprio best-seller com 240 páginas custa 26 libras (cerca de R$ 188). A empresa usa ferramentas próprias de IA para gerar os livros, baseados em um grande modelo de linguagem de código aberto.

Não vou pedir a você que compre meu livro. Na verdade, você não pode. Apenas Janet, sua criadora, pode encomendar outras cópias.

Atualmente, não existem limitações para que qualquer pessoa possa criar um livro em nome de alguém, incluindo celebridades — embora Mashiach afirme que existam proteções contra conteúdos abusivos.

Todos os livros contêm um aviso impresso, para esclarecer que aquela é uma obra de ficção, criada por IA, projetada "apenas para trazer humor e alegria".

Legalmente, os direitos autorais pertencem à empresa, mas Mashiach destaca que o produto pretende ser um "presente engraçado personalizado" e os livros não são vendidos para outros clientes.

Ele espera ampliar a oferta, ao gerar outros gêneros, como ficção científica e, talvez, um serviço autobiográfico.

A ideia é ser uma forma irreverente de IA de consumo, ao vender produtos gerados pelas máquinas para clientes humanos.

Mas ela também serve para deixar aterrorizadas pessoas como eu, que escrevem para viver.

Até porque o livro provavelmente levou menos de um minuto para ser produzido e, em algumas partes, certamente soa muito parecido comigo mesma.

Os cantores Drake e The Weeknd

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Uma canção criada por inteligência artificial utilizou as vozes dos cantores Drake e The Weeknd sem autorização

Músicos, escritores, artistas e atores de todo o mundo já manifestaram preocupação com o uso do seu trabalho para treinar ferramentas de IA generativa, destinadas a produzir conteúdos similares criados por eles próprios.

"Devemos falar abertamente — quando falamos sobre dados, aqui, na verdade queremos dizer trabalhos da vida de criadores humanos", destaca Ed Newton-Rex, fundador da organização Fairly Trained, que defende o respeito aos direitos autorais pelas empresas de inteligência artificial.

"São livros, artigos, fotos, obras de arte, discos... O principal objetivo do treinamento da IA é aprender como fazer alguma coisa e, depois fazer mais daquilo."

Em 2023, uma canção com as vozes dos cantores canadenses Drake e The Weeknd, geradas por IA, viralizou nas redes sociais até ser retirada das plataformas de streaming. Ela não foi criada por eles, nem tinha o consentimento dos artistas.

Mas a medida não impediu que o criador da faixa tentasse obter uma indicação para um prêmio Grammy. E, mesmo com os artistas falsos, a música continuou a ser extremamente popular.

"Não acho que deva ser proibido o uso de IA generativa para fins criativos, mas acredito que a IA generativa para estes propósitos que tenha sido treinada com base no trabalho das pessoas sem uma permissão deveria ser proibida", destaca Newton-Rex.

"A IA pode ser muito poderosa, mas vamos construí-la de forma ética e justa."

Algumas organizações do Reino Unido — incluindo a BBC — decidiram proibir os desenvolvedores de IA de coletar seu conteúdo online para fins de treinamento.

Outras preferiram colaborar. O jornal Financial Times, por exemplo, firmou parceria com a OpenAI, criadora do ChatGPT.

O governo britânico estuda reformular a legislação em voga, para permitir que os desenvolvedores de IA façam uso do conteúdo de criadores na internet para ajudar a treinar seus modelos, a menos que os donos dos direitos autorais decidam o contrário.

Ed Newton-Rex qualifica esta medida de "insanidade".

Ele destaca que a IA pode fazer avanços em áreas como a defesaassistência médica e logística, sem se apropriar do trabalho de artistas, escritores e jornalistas.

"Tudo isso funciona automaticamente, sem alterar as leis de direitos autorais e sem destruir o sustento das pessoas criativas do país", defende ele.

A baronesa Beeban Kidron, membro independente da Câmara dos Lordes (a câmara alta do parlamento britânico), também é totalmente contrária à não aplicação da lei de direitos autorais para a inteligência artificial.

"As indústrias criativas são criadoras de riqueza, responsáveis por 2,4 milhões de empregos e muita alegria", declarou ela.

"O governo está prejudicando uma das suas indústrias mais ativas com base em uma vaga promessa de crescimento."

Kidron também atua como consultora do Instituto para a Ética em IA, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Um porta-voz do governo britânico declarou que "não será tomada nenhuma medida até que haja total confiança de que temos um plano prático que atenda a todos os nossos objetivos: aumentar o controle para os donos de direitos autorais e ajudá-los a licenciar seu conteúdo, oferecer acesso a material de alta qualidade para treinar os principais modelos de IA do Reino Unido e criar maior transparência para os donos de direitos autorais, por parte dos desenvolvedores de IA".

Segundo o novo plano de IA do governo britânico, será disponibilizada uma biblioteca nacional de dados, com dados públicos de uma ampla variedade de fontes, para os pesquisadores da inteligência artificial.

Capa do livro que foi escrito por IA
Legenda da foto,A empresa fornecedora do livro criado por inteligência artificial afirma que o único objetivo do projeto é criar produtos personalizados para 'trazer humor e alegria'

Nos Estados Unidos, o futuro das normas federais de controle da IA, no momento, é incerto, após o retorno de Donald Trump à presidência do país.

Em 2023, o ex-presidente Joe Biden assinou uma ordem executiva, destinada a ampliar a segurança da inteligência artificial.

Entre outros pontos, as empresas do setor foram obrigadas a informar ao governo americano os detalhes dos trabalhos dos seus sistemas antes da publicação.

Mas Trump revogou esta medida e ainda não está claro o que ele irá fazer para substituí-la. O que se afirma é que Trump deseja menos regulamentação para o setor de IA.

Esta incerteza surge em um momento em que existem diversas ações judiciais contra as empresas de inteligência artificial, particularmente a OpenAI.

Elas vêm de diversas partes, como o jornal The New York Times, escritores, gravadoras e até um comediante.

Eles defendem que as empresas de IA desrespeitaram a lei quando retiraram seu conteúdo da internet sem autorização e o usaram para treinar seus sistemas.

As empresas de IA argumentam que suas ações se enquadram dentro do conceito de fair use (uso aceitável) e, portanto, são legais.

Existem diversos fatores que podem constituir fair use e não há uma definição precisa. Mas o setor de inteligência artificial está sob vigilância cada vez maior em relação à forma de coleta dos dados de treinamento — e se as empresas deveriam pagar por esses dados.

E, como se tudo isso já não bastasse, veio a empresa chinesa de IA DeepSeek e abalou completamente o setor no final de janeiro. Seu aplicativo passou a ser o mais baixado da loja americana da Apple.

A DeepSeek declarou que desenvolveu sua tecnologia com uma fração do investimento usado pelas ferramentas semelhantes da OpenAI. Seu sucesso gerou preocupações de segurança nos Estados Unidos e temores sobre a atual dominação americana do setor.

Quanto a mim e à minha carreira de escritora, acho que, no momento, se eu realmente quisesse ter um best-seller, precisaria escrevê-lo eu mesma.

De qualquer forma, Tech-Splaining for Dummies destaca a fraqueza atual das ferramentas de IA generativa para projetos maiores.

O livro é repleto de imprecisões e alucinações — e sua leitura pode ser bastante difícil em alguns trechos, já que ele é muito prolixo.

Mas, considerando a rapidez da evolução tecnológica, não sei ao certo por quanto tempo posso manter a confiança de que meus conhecimentos humanos de redação e edição, mesmo que consideravelmente mais lentos, ainda são melhores do que a inteligência artificial.


O metal raro e essencial para o seu celular que está por trás de sangrenta guerra na África

 

O M23 é suspeito de usar o dinheiro que arrecada com o controle das minas de coltan para pagar guerrilheiros e financiar armas
  • Author,Redação
  • Role,BBC News Mundo

É muito provável que dentro do seu celular haja uma pequena quantidade de um metal que começou sua jornada enterrado no subsolo do leste da República Democrática do Congo, onde atualmente está sendo travada uma guerra brutal.

É possível, inclusive, que esteja diretamente ligado ao grupo rebelde M23, que foi destaque no noticiário do mundo todo.

O tântalo presente no seu dispositivo tem menos da metade do peso de uma ervilha, mas é essencial para a operação eficiente de um smartphone — e de quase todos os outros dispositivos eletrônicos sofisticados.

As propriedades únicas deste metal raro, azul-acinzentado e brilhante, como a capacidade de manter uma carga alta em comparação com seu tamanho e operar em diferentes temperaturas, fazem dele um material ideal para capacitores minúsculos que armazenam energia temporariamente.

Ele também é extraído em Ruanda, no Brasil e na Nigéria, mas pelo menos 40% — e talvez mais — do fornecimento mundial deste metal vem da República Democrática do Congo, e algumas das principais áreas de mineração estão agora sob o controle do M23.

Esta milícia é liderada por membros da etnia tutsi, vítimas do genocídio ruandês de 1994, que afirmam ter pegado em armas para proteger os direitos desta minoria.

A atual onda de combates vem ocorrendo há meses, mas os rebeldes ganharam os holofotes com o ataque no dia 2 de fevereiro a Goma, um importante centro comercial e de transporte. A cidade, que faz fronteira com Ruanda e tem uma população de um milhão de habitantes, é um centro regional para o setor de mineração.

Os confrontos entre a milícia e as forças do governo deixaram um cenário de horror, com milhares de mortos e corpos espalhados pelas ruas.

O caos que tomou conta da cidade quando ela foi tomada pelo M23 levou a uma fuga em massa da prisão de Munzenze, na qual mais de 100 mulheres foram estupradas na ala feminina da prisão e, posteriormente, queimadas vivas quando a prisão foi incendiada, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).

No último ano, o M23 avançou rapidamente pelo leste da República Democrática do Congo, uma área rica em minerais, ocupando territórios onde é extraído coltan, o minério do qual é extraído o tântalo.

Assim como muitos outros grupos armados que operam na região, o M23, criado em 2012, começou defendendo os direitos de um grupo étnico que se considerava ameaçado. Mas, à medida que seu território se expandiu, a mineração se tornou uma fonte crucial de renda para pagar combatentes e armas.

De acordo com a ONU e grupos como o International Crisis Group, Ruanda apoia os milicianos do M23, oferecendo treinamento e armamento sofisticado, além de soldados em campo.

"Não há dúvida de que há tropas ruandesas em Goma apoiando o M23", disse o chefe das forças de manutenção da paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix.

Em abril do ano passado, o M23 tomou Rubaya, uma cidade localizada no coração do setor de coltan do país.

A extração de minerais nesta região não está nas mãos de conglomerados multinacionais — milhares de pessoas trabalham nas minas a céu aberto que se estendem pelo território, ou no subsolo, em condições extremamente inseguras e insalubres.

Vista aérea de uma mina de coltan

Crédito,Monusco

Legenda da foto,A exploração de uma mina de coltan, em Rubaya, em 2014

Elas fazem parte de uma complexa rede informal que extrai rochas do solo com pás, leva para a superfície, tritura, lava, brita, vende e exporta para posterior purificação e fundição.

Quando o M23 se instalou em Rubaya, os rebeldes estabeleceram o que um grupo de especialistas da ONU descreveu como uma "administração semelhante à do Estado", emitindo licenças para mineradores e comerciantes e exigindo uma taxa anual de US$ 25 e US$ 250, respectivamente. O M23 dobrou o salário dos mineradores para garantir que eles continuassem trabalhando.

O grupo administra a área como um monopólio e garante — com a ameaça de prisões e detenções — que somente os comerciantes autorizados tenham permissão para exercer a atividade.

O M23 também cobra uma taxa de US$ 7 por quilo de coltan. O grupo de especialistas da ONU estimou que, como resultado, o M23 recebe cerca de US$ 800 mil por mês de impostos sobre o coltan em Rubaya. É quase certo que esse dinheiro seja usado para financiar a rebelião.

Há um ponto de interrogação sobre como o minério extraído das áreas controladas pelo M23 entra na cadeia de suprimentos global.

A vizinha Ruanda, que se acredita apoiar o M23, está no centro da resposta, segundo especialistas da ONU.

Em teoria, um sistema de rastreabilidade — conhecido como Iniciativa Internacional da Cadeia de Suprimentos de Estanho (ITSCI, na sigla em inglês) — deve garantir que o metal que é usado na fabricação de celulares e outros eletrônicos seja proveniente de fontes responsáveis e evite o financiamento de conflitos e violações de direitos humanos.

Civis com celulares em Goma

Crédito,Reuters

Legenda da foto,Goma, cidade que faz fronteira com Ruanda, é um centro regional para o setor de mineração

A Lei Dodd-Frank dos EUA, aprovada em 2010, e uma regra semelhante na União Europeia visam garantir que as empresas que compram estanho, tântalo, tungstênio e ouro — os chamados "minerais de conflito"— não financiem inadvertidamente a violência.

Mas a rastreabilidade não é simples, e a ITSCI tem sido alvo de algumas críticas. A natureza dispersa das pequenas minas torna difícil para as autoridades locais monitorá-las com precisão e, de acordo com Ken Matthysen, especialista em segurança e gerenciamento de recursos do grupo de pesquisa independente IPIS, há um problema de corrupção.

A ITSI disse à BBC que cobre 3 mil minas, e que essas comunidades remotas se beneficiaram do seu apoio.

No caso de Rubaya, a ITSCI suspendeu suas operações na região logo após a entrada do M23 na cidade, mas o grupo conseguiu continuar exportando coltan por meio de Ruanda, de acordo com especialistas da ONU.

Ruanda tem suas próprias minas de coltan, mas especialistas afirmam que o minério não certificado é misturado à produção ruandesa, causando "contaminação significativa das cadeias de suprimentos".

"Grande parte do comércio destes minerais passava pela área controlada pelo M23 em direção a Ruanda. Portanto, mesmo naquela época, Ruanda estava se beneficiando da instabilidade no leste da República Democrática do Congo, e vimos que os volumes de exportação para Ruanda já estavam aumentando", disse à BBC.

Mineiros com pás

Crédito,AFP

Legenda da foto,O M23 aumentou os salários dos mineiros em Rubaya, mas garantiu o monopólio do comércio de coltan

Os dados do Serviço Geológico dos EUA mostram que as exportações de coltan de Ruanda aumentaram 50% entre 2022 e 2023. Matthysen afirmou que não é possível que tudo isso venha de Ruanda.

A porta-voz do governo de Ruanda, Yolande Makolo, reiterou à BBC que havia minerais e capacidade de refino em seu país, e que era cínico "pegar o que está acontecendo no leste da República Democrática do Congo, onde uma comunidade perseguida está lutando por seus direitos... e transformar em uma questão de ganho material".

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, também rejeitou os relatórios dos especialistas da ONU, desdenhando do seu "profissionalismo".

Grande parte do leste da República Democrática do Congo está em conflito há muitos anos, o que levanta questões sobre quem se beneficiou, e se os grupos armados estão lucrando com o que está sendo extraído da terra.

Para ilustrar o problema e sua relação com a indústria de smartphones, o governo congolês entrou com processos criminais na França e na Bélgica no fim do ano passado contra subsidiárias da gigante da tecnologia Apple, acusando-as de usar "minerais de conflito".

A Apple contestou a alegação, afirmando que, desde o início de 2024, devido à escalada do conflito e dificuldades de certificação, ela parou de adquirir tântalo, entre outros metais, tanto da República Democrática do Congo quanto de Ruanda.

Outras empresas não foram tão claras, o que significa que, à medida que o M23 conquistar mais território, esses pequenos fragmentos de tântalo das minas que eles controlam podem continuar chegando aos dispositivos nos quais passamos a confiar.

*Com reportagem de Damian Zane.


sábado, 25 de janeiro de 2025

Uma novidade para vocês...


 Há alguns meses venho lendo, pesquisando, estudando sobre o "Haicai". Tenho, inclusive, vários já produzidos e alguns publicados. Também já participei de Concursos no Brasil, e ultimamente num Internacional.

"Haicai ou Haiku é conhecido como o menor poema do mundo. De origem japonesa, o haicai é composto por apenas três versos curtos, nos quais se conta uma história.

"Seu nome deriva de dois termos: “hai” - brincadeira - e “kai” - harmonia. Acredita-se que o haicai seja um desdobramento do waka - gênero poético que surgiu no Japão."

A simplicidade é um elemento fundamental de um haicai, cujas palavras difíceis e abstratas não fazem parte da sua proposta poética. Nesse estilo de texto, os temas mais explorados são referentes ao cotidiano e à natureza. A forma direta, objetiva e divertida do haicai se tornou popular em diversos países, ganhando contornos rítmicos e temáticos específicos de acordo com cada lugar."


Foto do Jornal "Nippon Já", 
"Concurso Haicai Brasileiro"
Meu haicai classificado/escolhido pela banca de renomados hacaístas, foi:

brisa marinha
agradável companhia-
mar de primavera

Fiquei bastante surpresa, mas também muito agradecida ao Jornal... e ao grupo "Chá das Cinco" (WhatsApp) inclusive aos mestres hacaístas Maurício de Oliveira e Vanice Zimerman, a eles sou muitíssimo agradecida pelas aulas e por todo incentivo. 

"Para fazer um haicai é preciso entender sua estrutura e características. Como mencionamos anteriormente, os haicais são poemas objetivos, que apresentam uma linguagem simples e podem ou não ter um esquema de rimas e títulos. 


Somado a isso, para fazer um haicai é preciso obedecer à regra de sua estrutura. Ele é composto por três versos formados por 17 sílabas poéticas, no qual o primeiro verso tem cinco sílabas poéticas, o segundo tem sete e o terceiro tem cinco.


Contudo, o haicai pode apresentar formas modificadas em alguns países, visto que alguns escritores não seguem o padrão tradicional de sílabas, trazendo um poema com silabação livre, geralmente com dois versos mais curtos e um mais longo".


Em outra postagem trarei mais informações a respeito deste estilo poético: Haicai/Haikai: menor poema do mundo.


Gratidão pela atenção!

Beijos com poesia.

Graça e paz... sempre!!

Aparecida Ramos